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Funcionários públicos apoiam IA; Brasil é o que menos capacita

Entusiasmo com IA entre servidores públicos brasileiros não encontra apoio institucional; apenas quarenta e um por cento recebem capacitação

Imagem criada com ajuda de IA mostra uma mulher trabalhando e fazendo uso de inteligência artificial
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  • 83% dos funcionários públicos brasileiros consideram a IA eficaz e 89% dizem que a tecnologia ajuda a economizar tempo no trabalho.
  • Apenas 41% recebem algum tipo de capacitação, posição entre as menores do grupo, conforme o estudo internacional.
  • 63% começaram a usar IA no trabalho no último ano, sinalizando expansão recente da tecnologia na administração pública.
  • Mais de 60% dizem que as organizações não fornecem ferramentas ou recursos suficientes para usar IA com eficácia; 1 em cada 4 afirma que o ambiente de trabalho dificulta o uso.
  • 67% aprenderam a usar IA de forma autodidata, taxa mais alta entre os países analisados, sugerindo que o interesse pode impulsionar a adoção, ainda que haja entraves institucionais.

Funcionários públicos brasileiros demonstram entusiasmo pelo uso de inteligência artificial no trabalho, mas recebem menos apoio institucional para adotá-la. O estudo avalia o ritmo de adoção no setor público brasileiro frente a outros 9 países.

O Índice de Adoção de IA no Setor Público 2026 foi divulgado na quarta-feira (11 mar) pela Public First, com patrocínio do Google. Foram ouvidos 3.335 servidores em 10 países, incluindo Brasil, EUA e Alemanha.

No Brasil, 83% consideram a IA eficaz e 89% afirmam que a tecnologia economiza tempo. Mas apenas 41% relatam existir capacitação oferecida, posição semelhante à da Alemanha entre as mais baixas.

Adoção e entusiasmo

O índice mede cinco dimensões: entusiasmo, empoderamento, capacitação, integração e educação, com notas de 0 a 100. No país, o entusiasmo não é acompanhado por infraestrutura adequada.

Mais de 60% dos respondentes dizem que suas organizações carecem de ferramentas ou recursos suficientes para usar IA com eficácia. Ainda assim, 63% passaram a usar IA no trabalho no último ano.

Karan Bathia, vice-presidente do Google, aponta que o Brasil fica na metade da tabela global, o que ele considera encorajador diante do contexto. O estudo destaca o interesse como ponto de partida.

Uso informal e capacitação

A pesquisa indica uso frequente de ferramentas pessoais ou abertas, em detrimento de soluções oficiais. Sessenta e sete por cento aprenderam a usar IA de forma autodidata, a maior taxa entre os países avaliados.

Segundo Bathia, muitos trabalhadores já usam IA em casa, mas enfrentam sistemas desatualizados dentro de órgãos públicos. A lacuna entre desejo e acesso influencia a adoção.

Impacto na produtividade

Especialistas destacam que a IA pode ampliar a eficiência na análise de grandes volumes de dados. Ela também ajuda a identificar desperdícios, fraudes e abusos no serviço público, fortalecendo a atuação diária.

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