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Haddad admite dificuldades para reeleição de Lula com Flávio na disputa

Haddad admite cenário mais difícil para Lula com crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas; PT avalia palanque em São Paulo enquanto ele deixa o ministério para concorrer

Haddad reconhece que reeleição de Lula está mais difícil com Flávio na disputa (Foto: André Borges/EFE)
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  • O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reconhece que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou mais difícil com o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.
  • Haddad havia dito que o cenário em 2026 parecia mais fácil para Lula no fim do ano passado, mas a alta de Flávio nas sondagens mudou as expectativas.
  • A força de Flávio Bolsonaro acelerou a definição da chapa em São Paulo; Haddad passou a considerar a possibilidade de disputar um cargo eletivo, possivelmente o governo do estado.
  • O presidente Lula, o PT e aliados discutem qual palanque sustentar em São Paulo; o atual vice-presidente Geraldo Alckmin deve disputar o Senado, e a ministra Simone Tebet também disputaria o Senado.
  • Haddad afirma que participará das eleições e anunciará o cargo após deixar o ministério, previsto para ocorrer nas próximas duas semanas, antes do prazo da Justiça Eleitoral.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), abriu quem vê a reeleição de Lula com mais dificuldade diante do crescimento de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas. Ele apontou que o avanço do senador nas sondagens alterou as expectativas do governo para 2026.

O discurso foi feito em entrevista ao site Opera Mundi, publicada nesta sexta-feira. Haddad afirmou que, até o fim do ano passado, o cenário parecia mais favorável ao presidente Lula, mas o cenário mudou com o desempenho de Flávio Bolsonaro.

Essa virada levou o PT a pressionar para definir o palanque em São Paulo, majoritariamente o principal colégio eleitoral. Haddad passou a considerar a possibilidade de apoiar um nome externo ao PT ou mesmo deixar espaço para outra candidatura.

Adoção de palanque em São Paulo e mudanças na equipe

O ministro indicou que, antes das pesquisas de Flávio, não pretendia disputar cargo eletivo. Disse que a ideia era manter-se no governo, sem objetivo eleitoral, mas que o cenário mudou de modo significativo nos últimos três meses.

Haddad afirmou ainda que deverá sair do cargo nas próximas duas semanas, antes do prazo da Justiça Eleitoral para desincompatibilização de candidatos. A expectativa é de que concorra ao governo de São Paulo, enquanto o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disputaria o Senado.

Repercussos internos e próximos passos

Segundo Haddad, a direção do PT avalia opções para fortalecer o palanque, incluindo a possibilidade de apoiar candidatura de outro partido ou lançar um nome novo. O ministro ressaltou que a decisão será tomada com mais calma, mas que a aceleração ocorreu devido ao desempenho de Flávio.

A pasta reforçou que a conversa sobre o futuro da chapa em São Paulo ganhou urgência após o aumento de intenções de voto do senador. A ideia é manter uma atuação coordenada para sustentar a campanha de Lula no maior colégio eleitoral do país.

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