- Ex-repórter Ney Inácio acusa Ratinho de transfobia e relata episódios vexatórios acontecidos no ar, incluindo brincadeiras discriminatórias e perguntas inadequadas durante gravações.
- Ney afirma que, ao entrar no palco, a música Pavão Misterioso era tocada e lembra de piada homofóbica atribuindo-lhe a faixa, além de insultos durante a apresentação.
- Em outra ocasião, Ney diz que Ratinho questionou: “Você morde ou chupa?”, provocando gargalhadas da plateia; ele diz ter registrado tudo em vídeo.
- Ney conta que, mesmo com dois cânceres, enfrentou dificuldades para conseguir oportunidades no mercado e aponta que a imagem associada ao programa dificultava sua carreira.
- Em 2020, Ney venceu ação trabalhista contra o SBT, com reconhecimento de dispensa discriminatória e pagamento de encargos rescisórios por toda a relação de junho de 2009 a agosto de 2020.
O apresentador Ratinho está no centro de uma polêmica após declarações supostamente transfóbicas voltadas à deputada Erika Hilton (PSOL-SP). O ex-repórter Ney Inácio relatou situações de constrangimento ocorridas no estúdio e no ar do programa. A acusação envolve preconceito formalizado durante entrevistas ao vivo.
Ney Inácio afirmou que, periodicamente, o som do palco incluía a música Pavão Misterioso, de Ney Matogrosso, quando ele entrava. Segundo ele, pediu que a canção não fosse tocada, mas houve resposta de cunho homofóbico.
Relatos de Ney também incluem uma pergunta constrangedora feita pelo apresentador durante gravação, o que provocou risadas na plateia. O ex-funcionário diz possuir vídeos dessas ocasiões e afirma ter enfrentado pressão familiar para deixar o emprego.
Relevância da disputa e desfechos
Ney Inácio já teve desfecho jurídico anterior com o SBT. Em 2020, ele foi demitido durante tratamento de câncer e, quase um ano depois, venceu ação na Justiça do Trabalho contra a emissora. O processo tratou de dispensa discriminatória e irregularidades contratuais.
A decisão determinou o pagamento de encargos rescisórios referentes a junho de 2009 a agosto de 2020, incluindo férias em dobro, 13º salário, horas extras, FGTS e aviso prévio. A Justiça também reconheceu fraude na contratação como pessoa jurídica.
Ney declarou que a dispensa ocorreu durante o tratamento de câncer e que a decisão judicial reconheceu direitos trabalhistas não observados. Ele afirmou ter recebido suporte do judiciário para recompor direitos não quitados pela empresa.
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