- Um relatório médico feito na noite de 12 de março indicou que Jair Bolsonaro estava estável e lúcido, com treino de 5 km naquele dia.
- Às 20h40, ele estava lúcido, orientado e respirando em ar ambiente; houve crise de soluço, mas não houve medicação de imediato.
- A saturação de oxigênio caiu de 93% para 82% no início da madrugada; por volta das 2h houve náuseas e tremores, e às 6h45 houve febre e queda acentuada da oxigenação.
- Foi iniciado suporte de oxigênio e o ex-presidente foi transferido para o hospital, internando-se na UTI com diagnóstico de broncopneumonia bilateral aspirativa.
- Na Papuda, Bolsonaro recebia acompanhamento médico frequente, caminhadas, fisioterapia e visitas de familiares; a evolução rápida do quadro levou à internação.
Na noite de 12 de março, um relatório médico indicou que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava em condições clínicas estáveis. O documento foi registrado durante o plantão noturno da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, no complexo da Papuda, em Brasília, onde ele cumpre pena de 27 anos.
O relatório foi elaborado horas antes da crise que levou à internação. Às 20h40, o quadro indicava que Bolsonaro estava lúcido, orientado e respirando em ar ambiente, com uma caminhada de 5 km feita no mesmo dia. O registro também aponta crise de soluço sem medicação imediata, com previsão de uso após o jogo entre Vasco e Palmeiras, vencido pelo Vasco por 2 a 1.
Durante a avaliação, a saturação de oxigênio marcava 93%. Na madrugada de sexta, 13 de março, houve queda para 82%, considerado baixo. A crise começou na madrugada, com náuseas e tremores. Às 6h45, foram registrados calafrios, febre e piora na oxigenação.
A temperatura inicial era de 38,7°C; a saturação ficou em 82%, mesmo após medicação. Posteriormente, a febre atingiu 39,1°C e a oxigenação não ultrapassou 86%. Diante do quadro, foi iniciado suporte de oxigênio e a remoção para hospital foi autorizada. O médico particular de Bolsonaro, Brasil Caiado, aproou a decisão, com transporte via Samu do DF.
O trajeto de transporte ocorreu entre 8h22 e 8h55, com a chegada ao hospital DF Star. Bolsonaro foi internado na UTI, com diagnóstico de broncopneumonia bilateral aspirativa, causada pela entrada de conteúdo gástrico nos pulmões após refluxo e vômito.
Segundo a equipe médica, a rapidez no atendimento foi determinante para a evolução do quadro. O cardiologista Leandro Echenique ressaltou que a transferência rápida ao hospital pode fazer a diferença em infecções graves.
Rotina médica na Papuda também foi alvo de relatório encaminhado ao STF. Entre 5 e 11 de março, Bolsonaro recebia acompanhamento frequente, com pelo menos duas visitas médicas diárias e atividades físicas. Caminhadas, sessões de fisioterapia e tratamento com estímulos elétricos foram registrados, além de atendimentos com médicos particulares.
O relatório indica visitas de familiares, com a presença de filhos, Flávio e Carlos, e da esposa Michelle Bolsonaro. Mesmo com os cuidados, a evolução rápida do quadro levou à internação na UTI do DF Star, onde permanece sob antibióticos intravenosos e acompanhamento clínico.
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