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Rejeição feminina é ponto de atenção; Flávio tenta reverter situação

Equipe de Flávio Bolsonaro planeja reverter a rejeição feminina com estratégia nas redes sociais, mirando perfis diversos e mães das classes C e D

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  • A pré-campanha de Flávio Bolsonaro classifica a rejeição feminina como “ponto de atenção” e iniciou ações há oito meses, com foco em redes sociais no Mês da Mulher.
  • A estratégia atinge diferentes perfis femininos, desde classes C e D até progressistas independentes, com Fernanda, esposa do candidato, atuando na força-tarefa.
  • Uma das frentes destaca falas consideradas machistas de Lula e um discurso de empoderamento que defende independência, com mães não precisando escolher entre cuidar dos filhos e trabalhar.
  • Um vídeo com nove falas de Lula teve 1,7 milhão de visualizações no Instagram, somando-se mais de 3 milhões de engajamentos (curtidas, compartilhamentos e comentários).
  • Pesquisas também avaliam eleitorado idoso e jovem para ajustar propostas, buscando ampliar apoio entre idosos, jovens liberais-conservadores e mulheres que não se identificam com o feminismo da esquerda, com referências a Michelle Bolsonaro e Damares Alves.

A pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classifica a relação com o eleitorado feminino como ponto de atenção e afirma que a estratégia para reverter a rejeição já está em curso. O objetivo é ampliar o apoio entre diferentes perfis de mulheres.

Com foco no Mês da Mulher, a equipe produziu material para atacar Lula e buscar atenção de mulheres de classes C, D e também de progressistas independentes. O planejamento começou oito meses antes das eleições, priorizando as redes sociais.

A avaliação interna é de que a rejeição feminina é expressiva, segundo os responsáveis. A ação se apoia, em parte, em vídeos e postagens que destacam falas consideradas machistas do ex-presidente, para estimular debates e viralizar conteúdos.

Perfis visados

A linha de comunicação envolve quatro frentes. Fernanda, esposa de Flávio, aparece com frequência nos perfis da pré-candidatura. A participação dela busca humanizar a campanha e ampliar o alcance entre o público feminino.

Entre as diretrizes, destaca-se a releitura de falas atribuídas a Lula como forma de evidenciar casos considerados impróprios. Na semana anterior ao Dia da Mulher, a equipe divulgou um vídeo com supostas falas machistas do presidente.

A falta de creches é apresentada como tema central para mães da classe C e D. Flávio utiliza um discurso de empoderamento ao afirmar que é errado uma mãe ter de escolher entre cuidar dos filhos e trabalhar.

O objetivo da mensagem é promover independência financeira e educacional. O senador sustenta que o governo deve oferecer condições para que mulheres possam estudar e trabalhar sem abrir mão da responsabilidade familiar.

O resultado inicial é visto como positivo pela equipe. O vídeo no Instagram atingiu cerca de 1,7 milhão de visualizações, com engajamento que ultrapassou 3 milhões.

Outra linha acompanha progressistas, com uma linha do tempo destacando mulheres pioneiras. Entre as citadas estão Maria da Penha e a primeira parlamentar negra do país.

Uma terceira frente mira mulheres que sentem o machismo mas não se identificam com o feminismo da esquerda. A linha do tempo inclui, ao fim, figuras da direita, como Michelle Bolsonaro e Damares Alves.

No último material, Flávio aparece entre familiares, relatando como a mãe, a esposa e as filhas moldaram sua visão de mundo. A família também é mencionada em um post sobre o aniversário da filha, em fevereiro.

Fernanda tem ganho presença constante nos perfis do senador, inclusive durante a viagem ao Chile, quando ele elogiou a beleza da companheira.

Idosos e jovens sob estudos

Pesquisas indicam maior participação da esquerda entre eleitores da terceira idade, o que levou a equipe a mapear demandas desse grupo para uma estratégia específica. Em relação aos jovens, a direita é majoritária, mas não garante votos.

A equipe avalia se programas de renda ou incentivos teriam influenciado eleitores com menos de 18 anos e perfil liberal-conservador a votar em Lula. O objetivo é entender a origem da perda de apoio entre a juventude.

Com esses dados, a pré-campanha planeja propostas direcionadas para ampliar o apoio entre jovens e idosos, mantendo o foco na neutralidade e na clareza informativa.

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