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Bolsonarista sem guerra cultural desafia Nikolas Ferreira em Minas Gerais

Cleitinho Azevedo lidera as pesquisas para o governo de Minas, explorando indignação digital e fragilidades dos adversários

O senador Cleitinho (Republicanos-MG). Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
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  • Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera as pesquisas para o governo de Minas, com 34% das intenções de voto, segundo a Real Time Big Data (amostra de 2.000 eleitores, 11–12 de março, margem de erro de dois pontos).
  • O senador chegou à política após trabalhar como cantor de pagode e atuar no comércio da família em Divinópolis; hoje tem dois irmãos na política local.
  • O candidato se diferencia de Nikolas Ferreira ao não pautar ataques a minorias; já declarou solidariedade a uma família de mulher trans assassinada, em Belo Horizonte.
  • O entorno de Cleitinho reúne figuras influentes, como o fiador Euclydes Pettersen, alvo de investigações, e Alex Sandro Coelho Diniz, herdeiro da rede Coelho Diniz, cuja declaração de patrimônio foi de 66,1 milhões de reais.
  • O cenário mineiro envolve disputas entre Cleitinho, Mateus Simões e Rodrigo Pacheco, com Kalil no radar; Cleitinho cresce em meio à fraqueza dos adversários e à mobilização de redes sociais.

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais, segundo levantamento Real Time Big Data. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 11 e 12 de março, com margem de erro de dois pontos.

A liderança de Cleitinho, que já passou por Vereador, Deputado Estadual e Senador, está consolidada no enfrentamento a adversários fragmentados na disputa. O cenario aponta Rodrigo Pacheco com 19%, Kalil com 11% e Mateus Simões com 9%.

Cleitinho tornou-se figura de destaque ao longo de 10 anos afastado da atividade tradicional de Minas. Ganhou seguidores com mensagens diretas, críticas a privilégios e denúncias sobre obras públicas, atraindo apoiadores nas redes sociais.

Antes da política, o cacique mineiro foi cantor de pagode e atuava no comércio da família em Divinópolis, cidade de 250 mil habitantes. Hoje, histrionicamente, utiliza vídeos curtos para defender bandeiras conservadoras.

Cenário atual e alianças

Entre apoiadores, está o deputado federal Euclydes Pettersen, marcos da organização da pré-candidatura. Pettersen é alvo de investigações vinculadas à Operação Sem Desconto, o que aumenta a atenção dos adversários sobre o entorno do candidato.

Outro elemento relevante é o empresário Alex Sandro Coelho Diniz, primeiro suplente de Cleitinho. Dono de rede de supermercados, ele integra a família que figura entre as maiores acionistas do Grupo Pão de Açúcar.

Apoios locais são vistos como fundamentais para manter a vantagem nas próximas semanas, especialmente diante de um quadro de baixa empolgação sobre outras opções, como Kalil e Pacheco, sem palanque definido em Minas.

Controvérsias e limites da narrativa

Críticas apontam que Cleitinho aproveita a indignação contra a política tradicional para ampliar apoio, embora tenha ligações com figuras influentes do setor empresarial. Esse vínculo é usado por adversários para questionar o formato outsider da candidatura.

No campo das pautas, o senador mantém apoio a programas sociais e defesa de isenções de imposto. Em contrapartida, declara oposição ao governo federal e criticou decisões de tribunais, buscando equilíbrio entre discurso popular e governabilidade.

A disputa mineira envolve também a relação entre figuras que empurram Simões como substituto natural de Zema, cenário que pode redefinir alianças na reta final. Cleitinho aparece como programa de continuidade, com foco na máquina estadual.

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