Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Caso de polícia investiga intimidação a jornalistas na porta de hospital

Intimidação de bolsonaristas a jornalistas em frente a hospital vira caso policial; três profissionais registram ocorrência e autoridades avaliam medidas legais

Motos da polícia em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, em 13 de março de 2026. Foto: Evaristo Sá/AFP
0:00
Carregando...
0:00
  • Militante no Instagram insinuou que jornalistas em frente ao Hospital DF Star torciam pela morte de Bolsonaro; Michelle Bolsonaro compartilhou o vídeo.
  • O episódio ganhou força após o deputado Mário Frias publicar um vídeo, depois apagado, acusando os jornalistas sem provas.
  • Três jornalistas registraram boletins de ocorrência; o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal pediu apoio à segurança pública e ao Ministério Público.
  • A campanha de ataques incluiu uso de inteligência artificial para sugerir violência contra uma jornalista e atingiu familiares dos profissionais.
  • Entidades de classe repudiaram o ato; Fenaj e o Sindicato cobraram proteção aos profissionais e apoio jurídico, além de medidas para assegurar a segurança durante a cobertura.

Durante a última sexta-feira, 13, uma militante bolsonarista atuou em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, em meio à internação do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação, que contou com o endosso da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, gerou uma onda de ameaças a jornalistas que acompanhavam o caso.

O episódio teve início com um vídeo publicado no Instagram por Cris Mourão, que se apresenta como gestora imobiliária e mãe de família. Ela insinuou, sem provas, que profissionais de imprensa no hospital torciam pela morte do ex-presidente. A gravação rapidamente ganhou repercussão nas redes.

No sábado, Michelle Bolsonaro compartilhou a publicação de Mourão com seus 8,1 milhões de seguidores, fortalecendo a mensagem. A partir daí, jornalistas passaram a receber ataques nas redes e nas ruas, ainda que o conteúdo do vídeo não contivesse comentários sobre o estado de saúde de Bolsonaro.

Parágrafo adicional de contexto (sem subtítulo)

Três profissionais registraram boletins de ocorrência. O Sindicato dos Jornalistas do DF acionou a Secretaria de Segurança Pública e o Ministério Público, enquanto a Fenaj discute medidas jurídicas para evitar precedentes de agressões em ano eleitoral.

Reações de entidades

A Associação Brasileira de Imprensa qualificou como indignante a disseminação do vídeo pela ex-primeira-dama. A entidade lembrou episódios de violência contra jornalistas ocorrido entre 2019 e 2022, envolvendo o então presidente. A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo classificou como inaceitável o uso de influência pública para difamar e incitar ataques.

Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do DF divulgaram nota conjunta pedindo proteção imediata aos repórteres e suporte jurídico. Também foi solicitada a adoção de medidas para que as equipes se mantenham em segurança no exercício da cobertura.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais