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Democracia europeia está indo bem, afirma alto funcionário da UE

Representante especial da UE para direitos humanos afirma que democracias europeias vão bem, destacando cooperação com EUA em Ucrânia e oposição a amnistias de crimes de guerra

Kajsa Ollongren, then the Netherlands’ defense minister, speaks at NATO’s headquarters in Brussels on Oct. 11, 2023.
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  • Kajsa Ollongren, representante especial da União Europeia para direitos humanos, afirma que a democracia na Europa está “em plena vitalidade” e que não há crise de democracia nem de liberdade de expressão no continente.
  • Autoridades dos Estados Unidos criticaram suposto retrocesso democrático na Europa e discutiram o possível financiamento de think tanks conservadores no exterior.
  • Sobre a Ucrânia, Ollongren disse que a proteção e o retorno de crianças ucranianas é prioridade e que não deve haver impunidade por crimes de guerra; amnistia não é aceitável.
  • A conversa com os EUA envolve cooperação em Ucrânia, documentação de crianças, refugiados e tensões envolvendo Gaza, Irã e a Rússia; Washington pode contribuir com pressão para um cessar-fogo.
  • Em relação à migração, a representante europeia destacou que não é a principal pauta de direitos humanos na UE, e que o mundo ficou menor, exigindo tratamento honesto do tema pelos europeus.

Kajsa Ollongren, representante especial da União Europeia para direitos humanos, defendeu em entrevista divulgada em março que a democracia na Europa está estável, apesar de pressões externas. A fala ocorre em um contexto de tensões entre EUA e UE sobre temas de direitos humanos, migração e financiamento de think tanks.

A autoridade europeia, ex-ministra da Defesa holandesa, atua para fortalecer o papel da UE na defesa de direitos humanos e democracia, incluindo o apoio a Ucrânia. A entrevista tratou de cooperação com os Estados Unidos, com foco em Ucrânia, Irã e Gaza, além de questões de governança e instituições na UE.

Em diálogo com representantes norte-americanos, Ollongren ressaltou a importância de manter canais abertos para discutir divergências, especialmente sobre Ucrânia e direitos de crianças deslocadas. A dirigente também ressaltou que não houve reconhecimento de risco democrático na UE e destacou o compromisso com a universalidade dos direitos humanos.

Relações entre EUA e UE

A entrevista abordou encontros com autoridades do Departamento de Estado dos EUA, incluindo o subsecretário Riley Barnes, e discutiu regras de financiamento de organizações e o impacto de políticas norte-americanas na diversidade, equidade e inclusão. A dirigente ressaltou a importância de evitar interpretações que atinjam negativamente projetos na UE.

Crianças ucranianas e vigilância de abusos

Outro eixo foi a situação de crianças ucranianas separadas de famílias durante o conflito. Ollongren apontou que a cooperação internacional, incluindo o papel dos EUA, é crucial para busca de reunificação ou documentação adequada das crianças, em linha com a proteção de vítimas de guerra.

Caminhos para o futuro do multilateralismo

A representante da UE reiterou que, apesar de divergências, há espaço para parceria em temas de interesse comum, como imprensa, direitos civis e Liberdade de expressão. Ela enfatizou que a UE continua monitorando autonomia institucional, incluindo questões de independência judicial e financiamento externo.

Contexto regional e humanitário

A dirigente abordou ainda os impactos humanitários no Oriente Médio, destacando a necessidade de atenção contínua a Gaza, Irã e conflitos regionais. Ela apontou que crises conectadas exigem coordenação internacional para proteção de civis, direitos humanos e vias diplomáticas.

Conclusão de posição

Ollongren salientou que a democracia europeia está viva, com eleições e coalizões diversas, e que o debate público interno continua saudável. Ela reforçou a importância de diálogo com parceiros internacionais para enfrentar desafios de direitos humanos sem abrir mão de princípios democráticos.

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