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PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por vazar operação ao CV

PGR denuncia Bacellar, TH Joias e desembargador por vazamento de sigilo e obstrução; STF analisa se aceita a denúncia and that they become defendants.

Rodrigo Bacellar (União) era presidente da Alerj na época da operação policial
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  • A Procuradoria-Geral da República denunciou o deputado estadual licenciado do Rio Rodrigo Bacellar, o ex-deputado TH Joias e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto ao STF por obstrução de investigação.
  • Também foram denunciadas mais duas pessoas que teriam ajudado TH Joias na prática de irregularidades.
  • A denúncia aponta violação de sigilo funcional pelo desembargador, que teria repassado informações de operações policiais que envolviam Bacellar, com quem tinha relação de amizade.
  • Bacellar e TH Joias são acusados de usar os cargos para atrapalhar investigações, e a operação Zargun, de setembro de 2025, teria sido comprometida pela troca de informações entre eles.
  • A PF afirma que TH Joias utilizou o mandato para beneficiar o tráfico, e que Bacellar orientou TH a esvaziar a casa antes da operação; Bacellar nega as acusações.

A Procuradoria-Geral da República denunciou ao STF o deputado estadual licenciado do Rio Rodrigo Bacellar (União), o ex-deputado TH Joias e o desembargador Macário Ramos Júdice Neto por obstrução de investigação. Também foram denunciadas outras duas pessoas que teriam ajudado TH Joias na prática de irregularidades.

A denúncia descreve vazamento de informações sigilosas para o Comando Vermelho durante a operação Zargun, realizada em setembro de 2025. TH Joias está preso desde setembro de 2025, e o desembargador, desde dezembro, segundo o Ministério Público.

Bacellar, então presidente da Alerj, chegou a ficar preso por alguns dias, mas foi solto após votação de colegas da Casa e decisão do STF que confirmou a soltura. O afastamento dele da presidência ocorreu no período.

Detalhes da acusação

A PGR sustenta que o desembargador violou sigilo funcional ao repassar informações de operações que ainda não haviam sido deflagradas, informações que teriam relação com Bacellar, com quem mantinha relação de amizade. A pretensa colaboração buscaria favorecer ações ligadas a Bacellar.

Conforme a denúncia, Bacellar e TH teriam utilizado seus cargos para dificultar as investigações. A PF aponta que a operação Zargun teve seu êxito comprometido após compartilhamento de dados entre os denunciados, o que teriam facilitado a retirada de equipamentos do gabinete de TH Joias na Alerj na véspera da ação.

Bacellar nega as acusações; o advogado dele afirmou que não houve atuação para embaraçar investigações e que as evidências serão apresentadas para demonstrar a inocência. As defesas de TH Joias e do desembargador não se manifestaram até o momento.

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