- Gerry Adams, ex-líder do Sinn Fein, disse em depoimento no High Court de Londres que nunca foi membro da IRA.
- O depoimento ocorre em ação civil que busca responsabilizá-lo por três atentados na Grã-Bretanha nos anos setenta e noventa.
- Adams nega ter ocupado qualquer cargo ou função de comando na IRA, incluindo na Army Council, e afirma não ter sido membro da organização.
- Os ataques citados foram dois em 1996 (Docklands, Manchester) e um em 1973 (Old Bailey, Londres).
- A ação é movida por três pessoas feridas nos atentados; eles buscam reconhecer, por evidência de probabilidade, responsabilidade pessoal de Adams como líder sênior da IRA.
Gerry Adams, ex-líder do Sinn Féin, negou novamente ter sido membro do Exército Republicano Irlandês (IRA) durante seu depoimento nesta terça-feira no High Court de Londres. Ele enfrenta uma ação civil que busca responsabilizá-lo por três atentados na Grã-Bretanha nas décadas de 1970 e 1990. Adams participou do julgamento como parte do caso de danos morais movido por três pessoas feridas nos ataques.
O processo sustenta que Adams, como membro sênior do IRA, tinha responsabilidade por ações do grupo na campanha de violência. Os demandantes alegam ter sido feridos nos atentados de 1973, no Old Bailey, e em 1996, nos Docklands de Londres e em Manchester. A ação busca uma verificação por probabilidade de responsabilidade pessoal.
Adams afirmou em declaração escrita não ter sido membro do IRA nem de seu Conselho de Comando, nem ter ocupado cargos relevantes dentro do grupo. O ex-líder do Sinn Féin, que passou a figura pública de destaque na política britânica, foi questionado sobre sua entrada no partido em 1964, quando o Sinn Féin era proibido.
Declaração de Adams
- O político reiterou que nunca manteve qualquer função de comando no IRA.
- A defesa busca esclarecer a relação entre Adams e o IRA, sem confirmar ligações de alto nível.
Contexto do processo
- Adams liderou o Sinn Féin a partir de 1983, período de intensificação do conflito na Irlanda do Norte.
- O caso segue na linha de ações civis envolvendo antigos membros e alegadas responsabilidades em ataques históricos.
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