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Desvio de R$ 1 bilhão envolve aposentados, INSS e Dataprev

Senadores dizem que servidores do INSS e Dataprev podem ter desviado pelo menos R$ 1 bilhão de aposentados e pensionistas

Presidente da CPMI do INSS afirma que dinheiro foi pago para corromper servidores ao longo de 15 anos. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
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  • Senador Carlos Viana afirma que servidores do INSS e da Dataprev podem ter recebido pelo menos R$ 1 bilhão desviados de aposentados e pensionistas ao longo de doze a quinze anos, em fraudes investigadas pela CPMI do INSS.
  • A estimativa é maior que os R$ 700 milhões apurados inicialmente pela comissão, ligados à Operação Sem Desconto.
  • Investigações apontam existência de três quadrilhas atuando paralelamente dentro da Previdência, com o mesmo esquema e servidores envolvidos.
  • A CPMI protocolou mandado de segurança no STF para prorrogar os trabalhos por mais cento e vinte dias, alegando omissão do presidente do Congresso.
  • A comissão pretende ouvir mais implicados, incluindo o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas ligadas a ele, para esclarecer a estrutura financeira das operações investigadas.

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou que servidores do INSS e da Dataprev, responsáveis pelo processamento de dados da Previdência, podem ter recebido pelo menos 1 bilhão de reais desviados de aposentados e pensionistas ao longo de 12 a 15 anos. A estimativa supera os 700 milhões inicialmente apurados pela comissão.

Segundo Viana, várias associações e grupos atuaram paralelamente dentro da Previdência, utilizando os mesmos esquemas e servidores. Ele destacou que o esquema envolveu prevaricação e favorecimentos que permitiram o financiamento dessas organizações, mantendo a operação dentro do INSS.

A CPMI investiga o desvio no âmbito de uma série de fraudes identificadas desde a deflagração da Operação Sem Desconto, no ano passado, que revelou cobrança de mensalidades associativas sem autorização dos segurados. A Polícia Federal também realizou ações recentes ligadas ao caso.

Durante a coletiva, o senador apontou que novas denúnias devem surgir, com base em evidências já levantadas. Ele ressaltou que as investigações seguem em andamento para confirmar a participação de mais servidores do INSS e da Dataprev.

A CPMI protocolou, na semana passada, mandado de segurança no STF para prorrogar os trabalhos por 120 dias, alegando omissão de despacho por parte do presidente do Congresso. O recurso foi apresentado por Viana, o relator Alfredo Gaspar e Marcel Van Hattem.

Entre os alvos adicionais, a comissão pretende ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que teve empréstimos consignados fraudulentos questionados. A expectativa é esclarecer a estrutura financeira por trás das operações investigadas.

Na linha de investigações, a CPMI também aprovou a convocação de Martha Graeff, ex-namorada de Vorcaro, e de Fabiano Zettel, cunhado do empresário, para obter informações sobre relações e operações que facilitavam as fraudes.

Ainda em pontes com o caso, a comissão confirmou a intenção de ouvir Vorcaro, que está atualmente preso em Brasília. O depoimento pode contribuir para entender o funcionamento das fraudes no sistema financeiro ligado a aposentados.

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