- José Dirceu, aos 80 anos, rejeita a política moderada do PT e diz que a campanha não é de “Lulinha paz e amor”, e sim uma revolução política e social.
- Dirceu afirmou que Flávio Bolsonaro é golpista como Jair Bolsonaro e que, se eleito, o Brasil seria governado pelos interesses dos Estados Unidos.
- Durante a festa em Brasília, o ex-ministro apresentou o jingle de sua pré-candidatura a deputado federal, com a intenção de retornar à Câmara no próximo ano.
- Ele defendeu aprofundar investigações sobre o banco Master e sobre descontos irregulares do INSS, lembrando que a ditadura surgiu em nome da luta contra a corrupção.
- Em paralelo, Lula afirmou que a eleição vai ser uma guerra e que é preciso escrachar mentiras, ressaltando que a democracia está em risco.
O ex-ministro José Dirceu (PT) celebrou 80 anos nesta terça-feira (17) em Brasília e aproveitou a data para rejeitar a ideia de uma política moderada do PT conhecida como Lulinha paz e amor. Ele afirmou que a campanha deste ano precisa vencer a maioria do povo brasileiro, descrevendo-a como uma revolução política e social.
Dirceu criticou Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato ao Planalto, afirmando que o senador é golpista como o pai, Jair Bolsonaro. O petista ligou a possível vitória de Flávio ao governo de Donald Trump, sugerindo que o Brasil passaria a seguir os interesses dos Estados Unidos.
Durante o evento, em um restaurante de Brasília, Dirceu lançou o jingle de sua pré-candidatura a deputado federal, mirando retornar à Câmara. Cassado em 2005 no Mensalão, ele reiterou a defesa de aprofundar investigações sobre o banco Master e sobre descontos do INSS.
Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, além de ministros de alta confiança de lideranças do partido. Dirceu também tratou de críticas à gestão pública e citou a recente discussão sobre corrupção como marco de sua narrativa.
Contexto político: no mês anterior, o presidente Lula afirmou que a eleição será uma guerra e que a democracia está em risco. Ele destacou o papel das redes sociais e a necessidade de expor mentiras, rejeitando qualquer ideia de conciliação com adversários.
Lula ressaltou que, segundo ele, a defesa de alianças fora da esquerda não corresponde à realidade do PT. O presidente enfatizou que a vitória dependerá da força de sua narrativa política e da mobilização dos apoiadores.
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