- O ministro Alexandre de Moraes deu cinco dias ao governo do Rio de Janeiro para encaminhar à Polícia Federal 945 vídeos da megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, em mídia física no formato nativo.
- A PF informou que a plataforma disponibilizada pelo governo permite apenas reprodução dos vídeos; não é possível baixá-los para preservação ou análise técnica, e o governo deve fornecer ferramentas para visualização.
- A operação resultou em 122 mortes, sendo cinco policiais e 117 criminosos, e envolveu as polícias Civil e Militar.
- O principal alvo, Edgar Alves de Andrade (Doca ou Urso), continua foragido há sete anos; sete líderes do Comando Vermelho no Rio foram transferidos para presídios federais após decisão da Justiça.
- Houve falha na captura de câmeras: 32 foram retiradas; 60 dos 128 agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais utilizavam câmeras; as imagens dos 60 policiais foram classificadas como evidência.
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que o governo do Rio de Janeiro envie à Polícia Federal 945 vídeos da megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, em outubro do ano passado. A medida deve ocorrer em até cinco dias.
Os vídeos precisam chegar em mídia física, pelo canal da Secretaria de Polícia Civil, em formato nativo, sem compressão nem perda de metadados. A PF também pediu que os arquivos sejam preservados para análise técnica.
A operação deixou 122 mortos, entre eles cinco policiais. O governo estadual informou que 117 eram criminosos. A ação contou com forças das polícias Civil e Militar, em combate ao Comando Vermelho.
Envio, acessibilidade e formatos
O governo Cláudio Castro (PL) deve disponibilizar softwares ou ferramentas para visualizar os conteúdos. Foram apontadas falhas na verificação de códigos de acesso usados nos arquivos, impossibilitando o download para preservação.
Falhas técnicas e câmeras
Moraes também destacou falhas na retirada de 32 câmeras usadas pelos policiais no dia da operação. O governo informou que apenas 60 dos 128 agentes da Core estavam com câmeras corporais ativas.
A Polícia Civil preservou 60 imagens captadas por esses dispositivos, classificando-as como evidência. A empresa responsável pela preservação, L8, foi acionada para manter o conteúdo íntegro.
Entre na conversa da comunidade