- A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União cumprem a Operação Indébito, nova fase de apurações sobre descontos não autorizados em aposentadorias do INSS, no Ceará e no Distrito Federal.
- São 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão e outras medidas cautelares, autorizadas pelo ministro André Mendonça.
- A deputada Gorete Pereira (MDB-CE) passa a usar tornozeleira eletrônica por decisão do Supremo Tribunal Federal.
- Entre os presos estão Natjo de Lima Pinheiro, empresário, e Cecília Rodrigues Mota, advogada; eles atuariam no esquema de descontos irregular nos benefícios.
- A investigação apura inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio, e aponta ligação da deputada com entidades envolvidas.
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira a Operação Indébito, nova fase da investigação sobre descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS. A ação ocorre no Ceará e no Distrito Federal e envolve 19 mandados de busca e apreensão, além de duas prisões e medidas cautelares.
Entre os investigados está a deputada Gorete Pereira (MDB-CE), que passa a usar tornozeleira eletrônica por decisão do Supremo Tribunal Federal. A operação visa aprofundar apurações sobre insertion de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
Ao todo, dois investigados foram presos. Entre eles, Natjo de Lima Pinheiro, empresário, e Cecília Rodrigues Mota, advogada que já presidiu entidades de aposentados no Ceará. Ambos seriam atuantes no esquema de descontos irregulares aplicados aos benefícios.
A apuração aponta ligação da deputada com entidades envolvidas nas cobranças indevidas. Há indícios de participação ativa, incluindo recebimento de recursos desviados e uso de empresas de terceiros para viabilizar a operação.
A Operação Indébito é desdobramento da Operação Sem Desconto, iniciada em 2025 para investigar cobranças não autorizadas a segurados. Investigações indicam que entidades firmavam acordos para descontar mensalidades diretamente dos benefícios, com parte dos valores cobrados irregularmente.
Contexto: o caso envolve possível inserção de dados em sistemas oficiais e ocultação de patrimônio, segundo as autoridades. As investigações continuam para esclarecer a participação de outras pessoas e instituições ligadas ao esquema.
As autoridades não divulgaram novos pronunciamentos oficiais até o momento. A defesa da deputada Gorete Pereira ainda não respondeu de forma oficial sobre o andamento da operação. O espaço para posicionamento permanece aberto.
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