Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Promotor afirma que PCC e CV são organizações mafiosas, não terroristas.

Promotor afirma que PCC e Comando Vermelho são organizações mafiosas, não terroristas; classificação pode colocar a soberania brasileira em risco e ampliar cooperação com EUA

Photo
0:00
Carregando...
0:00
  • O promotor Lincoln Gakia, do Ministério Público de São Paulo, afirma que PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas transnacionais, mas não terroristas.
  • Para ele, a classificação de terrorismo exige objetivo político ou ideológico, e não apenas ações violentas; ele não sustenta essa classificação para o Brasil.
  • Delegações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, buscaram o promotor para um relatório sobre o PCC; a cooperação já inclui intercâmbio com o FBI e a DEA.
  • A solução apontada por Gakia é ampliar forças-tarefas conjuntas Brasil–Estados Unidos, sem mudar o enquadramento para terrorismo.
  • O promotor ressalta riscos de soberania: a classificação poderia permitir ações militares dos EUA no Brasil sem autorização brasileira e afetar compartilhamento de informações.

O promotor Lincoln Gakia, do Ministério Público de São Paulo, afirmou que não é provável classificar o PCC como organização terrorista para eliminar a atuação da facção no Brasil. Segundo ele, PCC e Comando Vermelho são organizações criminosas transnacionais e violentas, mas não terroristas. A avaliação segue a legislação brasileira e padrões da ONU.

Gakia contou ter sido procurado por assessores do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, para ajudar a preparar um relatório sobre o PCC e sua atuação fora do Brasil. Ele informou manter contato permanente com autoridades norte-americanas sobre o tema.

O promotor destacou que, além da cooperação policial já existente com o FBI e a DEA, o caminho seria ampliar forças-tarefas conjuntas entre Brasil e EUA, sem enquadrar o PCC como terrorista. Ele citou operações realizadas com informações compartilhadas entre os dois países.

Ele ressaltou ainda que a classificação como terrorista poderia trazer efeitos colaterais, como impactos comerciais e financeiros, e mudanças no tipo de operação entre EUA e Brasil, com risco de reduzir a agilidade no compartilhamento de dados.

Para Gakia, o principal risco é à soberania brasileira: a classificação poderia permitir ações militares americanas dentro do Brasil sem autorização brasileira, caso as informações passem a ser confidenciais ou secretas.

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta, às 10h e 17h, com reportagens e entrevistas. Sábados e domingos também entram no quadro de programação, com horários variáveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais