- Defesa de Jair Bolsonaro protocolou novo pedido de prisão domiciliar no STF, encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, alegando estado de saúde.
- Ex-presidente foi diagnosticado com broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa, com necessidade de acompanhamento médico contínuo.
- Internação ocorreu em Brasília; ele esteve na UTI desde o dia 13 de março, após febre alta e queda na saturação de oxigênio, e recebeu alta da UTI em 16 de março.
- A defesa afirma que há risco de novos episódios de broncoaspiração e que comorbidades aumentam a vulnerabilidade, defendendo que a custódia pode piorar a saúde.
- O STF já negou pedidos parecidos anteriormente; a decisão sobre o novo pedido depende da avaliação de Moraes, enquanto Bolsonaro permanece sob custódia com acompanhamento médico.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou no STF um novo pedido para que ele cumpra a pena em prisão domiciliar. O requerimento foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, nesta terça-feira (17). A alegação baseia-se no estado de saúde do ex-presidente, após internação em hospital particular de Brasília.
Bolsonaro recebeu diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. O pedido sustenta que o quadro clínico exige acompanhamento médico contínuo e justificaria a transferência para prisão domiciliar.
Evolução clínica
Bolsonaro foi internado na UTI após apresentar febre alta e queda na saturação de oxigênio. O episódio ocorreu no dia 13 de março, no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como Papudinha. Na segunda-feira (16), houve alta da UTI.
Boletim médico recente aponta melhora, com recuperação da função renal e queda parcial dos marcadores inflamatórios. A defesa afirma que há risco de novos episódios de broncoaspiração, exigindo monitoramento frequente.
Posição do STF
O ministro Moraes já analisou pedidos semelhantes e, nos últimos meses, negou solicitações de prisão domiciliar. O entendimento é de que a prisão atual oferece estrutura médica adequada para o tratamento.
O novo pedido ainda será analisado pelo STF. Enquanto isso, Bolsonaro permanece sob custódia, com acompanhamento médico após a internação recente, e a decisão sobre eventual mudança de regime dependerá da avaliação do ministro.
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