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Câmara aprova aumento de pena para crimes contra filhos para atingir a mãe

Câmara aprova homicídio vicário, crime hediondo contra filhos de mulheres para punição ou controle; pena de vinte a quarenta anos, com aumentos em casos específicos

Violência contra mulher, violência doméstica, sobrevivência feminina — Foto: Bruna Bonfim/g1
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  • A Câmara aprovou projeto que cria o crime de “homicídio vicário” contra filhos ou dependentes diretos de mulheres, com o objetivo de causar sofrimento.
  • O crime seria incluído na lei de crimes hediondos e na violência doméstica, com penas de 20 a 40 anos de reclusão.
  • A proposta segue para análise dos senadores.
  • O texto prevê aumento de pena se a mulher presenciar o crime, se a vítima for criança, adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, elevando a pena entre um terço e metade.
  • Durante a votação, deputados de direita criticaram a possibilidade de aplicação da pena em casos em que a mulher seria punida por crimes contra filhos como vingança contra homens.

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o projeto de lei que cria o chamado homicídio vicário no Código Penal. O crime seria praticado contra filhos, pais ou dependentes diretos de uma mulher com o objetivo de lhe causar sofrimento, punição ou controle. As penas previstas vão de 20 a 40 anos de reclusão. O texto segue para análise dos senadores.

O projeto altera a lei de crimes hediondos, incluindo o homicídio vicário no rol de violência contra mulheres. A proposta também define situações que aumentam a pena, conforme o contexto do crime.

A matéria prevê agravantes quando a mulher presenciar o ato, quando a vítima for criança ou adolescente, idosa ou pessoa com deficiência, elevando a pena total de um terço a até metade do total com base no julgamento. Durante a votação, houve críticas de deputados de direita sobre a aplicação da pena em casos de violência contra filhos cometidos por mulheres como forma de vingança contra homens.

Contexto e desdobramentos

Entre as mudanças, o texto estabelece o aumento de pena em casos específicos, como a presenciar o crime pela mulher ou quando a vítima possuir características especiais.

A aprovação ocorre em meio a debates sobre a eficácia da legislação para coibir abusos contra mulheres e crianças, bem como sobre possíveis distorções na aplicação da pena. O projeto ainda depende da avaliação do Senado para atualização final da lei.

Observações sobre o debate legislativo

Representantes de oposição destacaram a necessidade de critérios claros para evitar interpretações indevidas em situações de violência doméstica. Os defensores do texto ressaltam o objetivo de ampliar a proteção a mulheres e dependentes.

As propostas civis julgam fundamental o endurecimento das punições para crimes que atuam como formas de controle ou castigo familiar, mantendo o foco em proteção às vítimas e responsabilização dos agentes.

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