- O ministro Alexandre de Moraes negou recurso de Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital e desafeto de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em maio do ano passado.
- A decisão, unânime pela Primeira Turma, consta no sistema da Justiça; na época, o escritório de Viviane Barci de Moraes (esposa de Moraes) atuou em nome de Vorcaro no TJSP.
- O escritório da família do ministro firmou contrato com o Master no valor total de R$ 129 milhões; a atuação, segundo a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, não configura conflito direto.
- Timerman já havia denunciado Vorcaro e Nelson Tanure por supostas fraudes; em 2023, Tanure acionou Timerman por perseguição nas redes sociais; Timerman foi condenado pelo TJSP a um ano, dez meses e 15 dias de prisão em regime aberto, além de multa.
- O STF informou que não houve irregularidade na tramitação; a decisão mantém o prosseguimento da ação, e o recurso foi liberado para análise pela 10ª Câmara de Direito Criminal.
O ministro do STF Alexandre de Moraes negou um recurso apresentado por Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, desafeto de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão ocorreu em maio do ano passado e foi referendada pela Primeira Turma, por unanimidade, conforme consta no sistema da Corte.
À época, o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, atuava em processo movido em nome de Vorcaro no TJSP contra Timerman. O contrato do escritório com o Master envolveu valores de até R$ 129 milhões, segundo registros divulgados pela imprensa.
Timerman foi um dos primeiros a acionar o MPF para denunciar supostas fraudes envolvendo Vorcaro e Nelson Tanure ligados ao Master e a negócios entre Gafisa e Brazil Realty. Em 2023, Tanure moveu ação contra Timerman por suposta perseguição online; Timerman foi condenado pelo TJSP a regime aberto, com multa.
Contexto jurídico
Em 2024, Viviane Barci de Moraes ingressou com queixa-crime em nome de Vorcaro contra Timerman, por calúnia e difamação. O processo tramitou no judiciário paulista e, em setembro de 2025, a ação foi rejeitada na primeira instância; o recurso da defesa já foi negado pelo STJ.
A decisão do STF, anunciada em nota, destacou que não há relação entre o caso e o escritório Barci de Moraes, afastando hipóteses de impedimento ou suspeição. A Corte reiterou que o recurso segue para tramitação regular na 10ª Câmara de Direito Criminal.
Entre na conversa da comunidade