- O PL confirmou apoio ao senador Sergio Moro no Paraná, mesmo que ele permaneça na federação União Progressista, e prevê palanque para Flávio Bolsonaro, caso Moro tenha impedimento.
- O encontro contou com a cúpula do PL, incluindo Valdemar Costa Neto, Rogério Marinho e Filipe Barros, para discutir a filiação de Flávio Bolsonaro ao partido.
- Moro deve se reunir ainda hoje com a direção da federação Uni-Progressista para definir a candidatura e caminhos eleitorais no estado.
- Com o afastamento do grupo do governador Ratinho Júnior, o PL passou a defender um acordo com Moro e também considera candidatura própria de Flávio Bolsonaro com palanque forte no Paraná.
- Pesquisa Paraná Pesquisas aponta que Moro lidera cenários de primeiro turno entre quarenta e quarenta e sete por cento das intenções de voto; a viabilidade depende de apoio partidário.
O PL confirmou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro ao governo do Paraná e abriu espaço para palanque ao ex-ministro Sergio Moro, caso haja impedimento de sua candidatura pela União Brasil. Reunião ocorreu nesta quarta-feira, 18, com a cúpula da legenda.
Participaram do encontro, além de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o deputado Filipe Barros (PL-PR). O objetivo foi ajustar alianças para o pleito estadual.
Ao deixar a reunião, Costa Neto informou que o PL apoia Flávio Bolsonaro no Paraná, mesmo que Moro permaneça na federação União Progressista. Caso haja impedimento de Moro, as portas do PL estariam abertas para o ex-juiz da Lava Jato.
O plenário do PL aguarda retorno de Moro, que prometeu se encontrar ainda hoje com a direção da União Progressista. A intenção é definir destino das candidaturas caso haja obstáculos institucionais.
Cenários e estratégias
A negociação ocorre após o rompimento político com o grupo do governador Ratinho Júnior, do PSD-PR, que influenciou a aproximação com Flávio Bolsonaro. O Paraná é o quinto maior colégio eleitoral do país.
Moro, que integra a chapa com o apoio ao grupo de Kassab, passa a buscar alternativa viável para não ter candidatura bloqueada pela sigla parceira. O acordo com o PL atende aos interesses de Moro e de Flávio Bolsonaro.
A leitura interna da União Progressista aponta para levar a decisão sobre Moro aos presidentes nacionais das siglas que compõem a federação, mantendo complexidade interna e decisões em aberto.
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