- Partes do STF tentam convencer o ministro Alexandre de Moraes a autorizar a transferência de Jair Bolsonaro para a prisão domiciliar humanitária.
- A defesa do ex-presidente apresentou o sexto pedido de transferência para a prisão domiciliar.
- Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses, está internado em Brasília tratando broncopneumonia bacteriana bilateral e deve permanecer na UTI até sábado.
- Trechos indicam que a saúde de Bolsonaro vem se agravando e o momento é visto por alguns como propício para flexibilizar a pena.
- Há movimentação políticas e entre aliados: Flávio Bolsonaro se reuniu com Moraes; o governador Tarcísio de Freitas enviou mensagens ao ministro; a tendência é ouvir a PGR antes de decisão.
O STF discute, internamente, a possibilidade de autorizar Jair Bolsonaro a cumprir prisão domiciliar humanitária. A pauta envolve o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e parte da corte que vê vantagens políticas e humanitárias na medida. A defesa do ex-presidente apresentou o sexto pedido neste âmbito.
Interlocutores do tribunal apontam dois motivos para a informal “corrente de apoio”: o agravamento recente de saúde de Bolsonaro e o momento delicado pelo qual passa o STF. Um ministro próximo de Moraes teria chegado a falar com o relator para recomendar mudança de postura.
Flávio Bolsonaro, aliado de Bolsonaro, se reuniu com Moraes no STF na terça-feira (17). O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, também teria encaminhado mensagens ao ministro, segundo pessoas próximas a Moraes.
Desdobramentos e próximos passos
A tendência no STF é que Moraes solicite parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de decidir. A avaliação interna é de que um parecer da PGR ajudaria a balizar a decisão final.
Contexto clínico do ex-presidente
Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pela tentativa de golpe de Estado, está internado em Brasília. Ele trata uma broncopneumonia bacteriana bilateral e deve permanecer na unidade de tratamento intensivo até sábado (21).
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