- Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso em São José dos Campos por feminicídio e fraude processual, relacionado à morte da esposa, a policial militar Gisele Santana.
- Mandado de prisão preventiva foi cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8º Distrito Policial (Belenzinho) nesta terça-feira (17) e executado na residência dele.
- Ele será conduzido à delegacia da zona leste de São Paulo para interrogatório e formalização da indiciamento, mantendo o IPM (Inquérito Policial Militar) em curso.
- A Justiça Militar estadual decretou a prisão preventiva com base na garantia da ordem pública, necessidade da instrução criminal e preservação da hierarquia e disciplina, autorizando ainda medidas como apreensão de celulares e quebra de sigilo de dados.
- As investigações indicam inconsistências no depoimento de Geraldo e indicam inviabilidade de suicídio, com provável alteração do local do crime, enquanto a Polícia Civil e a Polícia Militar seguem trabalhando para esclarecer os fatos.
O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto foi preso hoje em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ele é indiciado pela morte da esposa, a PM Gisele Santana, e teve prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo. O mandado foi cumprido pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio do 8º DP (Belenzinho).
A prisão ocorreu na residência do acusado. Ele será levado à delegacia da zona Leste de São Paulo para interrogatório e eventual indiciamento formal. Em seguida, fará exame de corpo de delito e ficará à disposição da Justiça no Presídio Militar Romão Gomes. O IPM terá continuidade nos próximos dias.
Avanços da investigação
A Corregedoria também pediu a prisão dele pela Justiça Militar estadual, com base nos mesmos crimes, incluindo violência doméstica. A Polícia Civil apura divergências entre as declarações do tenente-coronel sobre o relacionamento do casal e as circunstâncias do suposto suicídio.
Periciais da Polícia Técnico-Científica apontaram inviabilidade da hipótese de suicídio e indicaram indícios de alteração do local do crime. A Justiça Militar justificou a prisão pela garantia da ordem pública, conveniência da instrução criminal e preservação da hierarquia militar, citando risco de interferência e de influenciar testemunhas.
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