- STF determinou que o senador Carlos Viana preste explicações sobre o envio de 3,6 milhões de emendas à Fundação Oasis, ligada à Igreja Lagoinha, com prazo para transparência.
- Viana negou irregularidades e afirmou que vai esclarecer tudo com tranquilidade, ressaltando ser uma pessoa pública.
- A iniciativa partiu de deputados da esquerda, que pediram apuração por possível desvio de finalidade e vínculos político-financeiros com entidades beneficiadas.
- O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, era pastor da Lagoinha em Belo Horizonte e está preso em investigações, mas Viana afirmou não ter relação com ele.
- Segundo o presidente da CPMI, os recursos teriam ido a prefeituras, que aprovaram planos de trabalho; parlamentares da base cobram investigação sobre as entidades ligadas à igreja.
O senador Carlos Viana (Podemos-MG) negou irregularidades no envio de emendas parlamentares a entidades associadas à Igreja Batista da Lagoinha e afirmou que prestará esclarecimentos após orientação do ministro do STF Flávio Dino. A defesa veio após a determinação de prazo para explicações sobre o repasse de 3,6 milhões de reais à Fundação Oasis, ligada à Lagoinha.
Dino determinou que Viana e o Senado se manifestem sobre o tema, destacando a necessidade de transparência e rastreabilidade dos recursos. A medida partiu de pareceres de que o repasse pode ter desvirtuamento de finalidade ao favorecer vínculos político-financeiros com a entidade beneficiada.
A iniciativa partiu de deputados da oposição, especialmente do PSOL e do PT. O pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) acionaram o STF, citando a possível manutenção de vínculos entre a igreja e o poder público.
O senador afirmou que o questionamento decorre de uma provocação política. Ele afirmou que há uma retaliação às suas falas caso a atuação não seja republicana, e que, se houver irregularidades, serão esclarecidas com tranquilidade.
Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, foi pastor da unidade Belvedere da Lagoinha em Belo Horizonte e está envolvido em fraudes no caso Master, segundo informações associadas ao contexto da investigação. Viana afirmou não manter relação com Zettel.
Viana explicou que os recursos não foram destinados diretamente a igrejas, mas a prefeituras que aprovaram planos de trabalho e executaram os repasses. Segundo o senador, o caminho correto é verificar se os valores chegaram, de fato, aos destinos finais.
O senador disse que repassou recursos a diversas entidades religiosas, além de apoiar santas casas, asilos e projetos sociais, incluindo atendimento diário no seu gabinete. Ele ressaltou que esses encaminhamentos compreendem atuação social ampla.
A CPMI vê fricção entre as alas governistas e oposicionistas. Parlamentares do governo afirmam que há necessidade de investigação rigorosa, enquanto a oposição busca esclarecer ligações entre a Lagoinha e órgãos públicos, mantendo o enfoque na transparência das ações.
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