- O prefeito do Rio, Eduardo Paes, deve deixar o cargo amanhã para concorrer ao governo do estado em outubro, conforme a lei eleitoral.
- Paes lidera as pesquisas, com 33 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, Douglas Ruas, segundo o Real Time Big Data.
- O principal alvo de Paes é o governador Cláudio Castro, que pode ser declarado inelegível pelo TSE; o julgamento recomeça no dia 24.
- Flávio Bolsonaro aparece como cabo eleitoral de Ruas, enquanto Paes busca atrair bolsonaristas sem abrir mão da reeleição de Lula.
- Paes acusou Castro de uso político da Polícia Civil após operação que prendeu um ex-secretário; o governador negou, e analistas destacam que a campanha tende a ficar mais aguçada.
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), deve deixar o cargo amanhã para cumprir a legislação eleitoral ao disputar o governo do estado em outubro. A tendência atual indica que Paes lidera as pesquisas com folga, segundo levantamento Real Time Big Data.
Atualmente, Paes mantém 33 pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado, o secretário Douglas Ruas (PL). Ruas disputou a primeira eleição há quatro anos e ainda é pouco conhecido entre os eleitores fluminenses.
O principal foco de Paes na corrida é o governador Cláudio Castro (PL), que responde a processo no TSE e pode ser declarado inelegível nos próximos dias. A eleição estadual ocorrerá apenas em outubro.
Cenário e perspectivas
A comparação com 2018 mostra similaridade: Paes liderava, mas acabou derrotado por Wilson Witzel, candidato apoiado pela família Bolsonaro. Hoje, Flávio Bolsonaro deve atuar como cabo eleitoral de Ruas, influenciando o poder de atração de votos.
Ruas não tem atuação de ex-juiz federal como adversário; eleito deputado estadual com quase 176 mil votos, ainda é pouco conhecido. A influência de Flávio Bolsonaro pode alterar o cenário, segundo analistas.
A eventual migração de votos depende do início da campanha e da percepção sobre o apoio de Bolsonaro. Cientistas políticos avaliam que Paes é favorito, mas a disputa permanece incerta até o início formal das campanhas.
Confrontos e acenos
Paes vem buscando ampliar a base ao sinalizar apoio a temas conservadores, ao mesmo tempo em que mantém posição de apoio à reeleição de Lula em possível confronto com Flávio Bolsonaro. Em evento com líderes evangélicos, Paes pediu oração pela saúde do ex-presidente Bolsonaro.
A pressão entre adversários aumenta conforme se aproxima a eleição. Especialistas indicam que, sem um candidato competitivo da esquerda, parte do eleitorado pode apoiar Paes de forma menos veemente, aguardando o desenrolar da campanha.
Caso Castro seja oficialmente inelegível, as críticas de Paes poderão perder força entre eleitores. Pesquisadores destacam que a mobilização depende da continuidade do processo judicial e da configuração final das candidaturas.
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