Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Deputada que declarou branca em 2020 e parda em 2022

Hilton move ação à Justiça para apurar falsidade ideológica eleitoral após Fabiana Bolsonaro mudar autodeclaração racial de branca para parda e uso de blackface

Créditos: Rodrigo Romeo / Alesp
0:00
Carregando...
0:00
  • A deputada estadual Fabiana Bolsonaro, do PL de São Paulo, protagonizou um episódio de blackface na Alesp para atacar Erika Hilton e, em 2020, declarou-se branca; em 2022 passou a se autodeclarar parda e adotou o sobrenome Bolsonaro.
  • Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Fabiana recebeu em 2022 um repasse de 1 milhão de reais da direção nacional do PL e 12 mil do comando estadual do partido.
  • Erika Hilton, deputada federal do PSOL, acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo pedindo a abertura de um inquérito por suspeita de falsidade ideológica eleitoral.
  • Hilton sustenta que a autodeclaração racial pode influenciar a distribuição de recursos de campanha e critica a contradição entre o benefício obtido pela autodeclaração e o uso público da identidade racial em ato com blackface.

A deputada Fabiana Bolsonaro (PL-SP) ficou no centro de polêmicas após um episódio de blackface na Assembleia Legislativa de São Paulo, usado para atacar a deputada Erika Hilton (PSOL-SP). A discussão ganhou contornos legais com a abertura de uma investigação por falsidade ideológica eleitoral.

Segundo o TSE, Fabiana, que em 2020 se declarava branca, alterou a autodeclaração para parda em 2022 e passou a adotar o sobrenome Bolsonaro, sem relação familiar com o ex-presidente. Em 2022, a campanha de Fabiana recebeu recursos de origem partidária.

Em 2022, a direção nacional do PL repassou cerca de R$ 1 milhão à campanha da deputada, enquanto o comando estadual destinou aproximadamente R$ 12 mil. Esses valores integram a soma de verbas públicas usadas na campanha, conforme dados do TSE.

Erika Hilton acionou o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo para abrir um inquérito por suspeita de falsidade ideológica eleitoral. A deputada do PSOL argumenta que autodeclarações falsas podem influenciar a distribuição de verbas de campanha, afetando a proporcionalidade de recursos para candidaturas pretas e pardas.

A peça apresentada por Hilton também aponta contradições entre o benefício financeiro obtido pela autodeclaração e a posterior banalização da identidade racial em contexto público, marcado pela presença da prática de blackface, reconhecida como expressão de racismo.

A atuação envolve ainda o cruzamento entre dados do TSE, com a análise de como as informações declaradas influenciam a alocação de recursos partidários. O desfecho dependerá de decisões do TRE-SP e de eventuais apurações complementares.

A investigação permanece em andamento, enquanto Erika Hilton reforça a necessidade de apurar a veracidade das informações declaradas na candidatura e como isso impacta a distribuição de verbas públicas. O caso aproxima a discussão sobre identidade racial e responsabilidade eleitoral.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais