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Economia está boa, mas percepção da sociedade não acompanha, diz Lula

Lula afirma economia é boa, mas percepção social é ruim; pede redução do ICMS de combustíveis e apoio ao frete para caminhoneiros

Lula voltou a lamentar a redução de 0,25 ponto percentual da Selic durante anúncio da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
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  • Lula afirmou que a situação da economia é boa, mas a percepção da sociedade ainda não é, durante ato em São Bernardo do Campo que oficializou a pré-candidatura de Haddad ao governo de São Paulo.
  • O presidente destacou investimentos de R$ 190 bilhões na indústria automobilística e disse que recursos ajudam a recuperar o setor e a atrair empresas; comentou a redução de 0,25 ponto percentual da Selic com frustração.
  • Afirmou que a alta dos combustíveis é preocupante e citou atuação de órgãos de defesa ao consumidor, como Polícia Federal e Receita Federal, para evitar cobranças abusivas.
  • Pediu aos governadores que reduzam o ICMS sobre combustíveis e disse que o governo está disposto a pagar metade para viabilizar a medida.
  • Disse que caminhoneiros podem decidir greve por causa do preço do diesel, destacando a necessidade de frete reajustado para nãoos prejudicar o profissional.

Durante evento no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), o presidente Lula afirmou que a economia brasileira está em bom estado, mas que a percepção da população ainda é negativa. O ato oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo.

Lula destacou que vivemos uma era da percepção, ressaltando que, apesar da boa situação econômica, é preciso ampliar ações e olhar para a política para melhorar a leitura pública sobre o momento do país. Ele apontou esse descompasso como desafio central.

O presidente citou investimentos de cerca de R$ 190 bilhões na indústria automotiva, dizendo que esses recursos ajudam a recuperar o setor e atraem novas empresas ao Brasil. A referência visa situar impactos positivos da política industrial, mesmo diante de críticas ao ritmo das mudanças.

Ainda na fala, Lula comentou a recente redução da taxa Selic em 0,25 ponto percentual e expressou frustração com o tamanho do recuo, relacionando o movimento à conjuntura internacional, incluindo a guerra entre EUA e ameaça de alta de preços do petróleo.

Ações contra alta de preços e papel das instituições

Segundo Lula, há preocupação com o preço dos combustíveis e a atuação de órgãos de defesa do consumidor, da Polícia Federal e da Receita Federal para coibir cobranças abusivas. Ele citou ações desses órgãos para evitar aumentos indevidos no preço, associando-os a medidas contra a especulação.

O ex-presidente pediu aos governadores que decidam pela redução do ICMS sobre combustíveis, dizendo que o governo está disposto a arcar com metade do custo para viabilizar a medida. A ideia é facilitar a redução de preços para o consumidor final.

A preocupação com o preço do diesel também foi mencionada em função do impacto sobre caminhoneiros, que podem considerar greve. Lula afirmou que não pretende colocar o prejuízo sobre o trabalhador e reforçou a necessidade de reajuste adequado do frete para evitar danos à categoria.

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