- O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, responde a processo no Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder político e econômico, relacionado ao caso Ceperj.
- Se condenado pelo TSE, a chapa que o elegeu em 2022 perde validade, o que implica a perda do cargo e inelegibilidade por oito anos; ainda há possibilidade de recurso ao STF.
- Caso o TSE decida pela cassação da chapa, a matéria pode ser discutida em embargos de declaração no próprio tribunal e em recurso extraordinário ao Supremo. A decisão também pode impedir registro de candidatura pela Lei da Ficha Limpa.
- Se houver recurso, Castro pode disputar com candidatura sub judice, mantendo-se apto a receber votos até uma decisão final; se eleito, pode ser diplomado provisoriamente.
- Absolvido, o governador pode deixar o cargo até abril para concorrer ao Senado em outubro; a renúncia é citada como outra possibilidade, que reduziria a pressão de resolução rápida do caso.
Cláudio Castro (PL), governador do Rio de Janeiro, encara desfechos distintos para seu mandato conforme o julgamento no TSE avança. O caso envolve abuso de poder político e econômico relacionado ao episódio Ceperj, revelado pelo UOL, que apontou contratações secretas em 2022 com cabos eleitorais.
O TSE pode cassar a chapa que elegeu Castro em 2022. Nessa hipótese, o governador ficaria inelegível por oito anos e perderia o cargo, conforme orientação de especialistas consultados pelo UOL. Ainda caberiam embargos e recursos a serem avaliados pelo tribunal e pelo STF.
Caso haja decisão pela cassação, o registro da candidatura fica impedido pela Lei da Ficha Limpa. Castro hoje é citado como provável candidato ao Senado pelo PL no Rio, com eleições marcadas para outubro.
Se o tribunal decidir pela manutenção do mandato, a defesa pode recorrer, mantendo Castro elegível? Na prática, a possibilidade de candidatura permanece até decisão final, desde que não haja confirmação de condenação definitiva.
Outra linha em estudo é a de uma eventual renúncia para manter o direito de disputar o Senado. Nesse cenário, o governador não seria afastado imediatamente do cargo, mas o fluxo processual continuaria em curso, segundo especialistas. Caso inocentado, ele poderia concorrer em outubro.
Absolvido, o governador poderia deixar o Palácio Guanabara até o início de abril para concorrer, conforme a linha de tempo eleitoral. A ausência de vice no Rio aumenta a probabilidade de uma eleição indireta, caso o pleito ocorra durante a janela de disputa.
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