- Governo vê influência bolsonarista nas ameaças de greve de caminhoneiros, enquanto participantes negam.
- Diesel subiu 18,86% desde o fim de fevereiro, associando-se ao aumento do preço do petróleo no mercado internacional.
- Planalto suspeita de intenções políticas em ano eleitoral, afirmando que paralisação nacional pioraria a inflação.
- Lideranças negam cunho político, mas ministérios apontam viés de oposição e alimentar de benefícios eleitorais pela direita.
- Governo anunciou medidas para conter a alta, como zerar PIS/Cofins sobre diesel, subsídio ao combustível e ICMS zero para importação, entre outras ações.
O governo Lula avalia a influência do bolsonarismo nas ameaças de greve de caminhoneiros na última semana. Participantes negam existência de motivações políticas por trás do movimento. A avaliação foi apresentada por assessores de alto escalão do Planalto.
Motoristas citam o aumento de 18,86% do diesel desde o fim de fevereiro como principal motivação para a paralisação. O repasse da alta está ligado à conjuntura internacional com a guerra no Oriente Médio, que impacta o petróleo Brent, elevando o preço.
A paralisação ganha contornos políticos em ano eleitoral, segundo interlocutores do governo. A avaliação é de que uma greve nacional poderia ampliar a pressão inflacionária já influenciada pela alta do combustível, agravando o cenário econômico do governo.
Contexto e respostas oficiais
Membros de diferentes ministérios afirmam que, embora não haja declaração de movimento político, o viés oposicionista fica evidente. Eles citam resistência rápida em conversas com lideranças para impedir desdobramentos da alta.
Lideranças dos caminhoneiros negam cunho político das ameaças. O principal líder, conhecido como Chorão, afirma que o movimento é técnico e não envolve agendas partidárias, cobrando medidas para mitigar o custo do combustível.
O governo informou que pode aplicar sanções a empresas que não cumprem a tabela mínima de frete, como forma de reduzir distorções no setor. A medida foi anunciada pelos Ministérios de Transportes e da Justiça e tem apoio de setores empresariais.
Na semana anterior, o governo zerou PIS e Cofins do diesel, prometeu subsídio a produtores e estudou taxação de exportações de petróleo para ampliar oferta interna. Prevê também redução de impostos para reduzir o preço ao consumidor.
A agenda de medidas inclui a possível isenção de ICMS sobre diesel importado, com previsão de aporte de R$ 3 bilhões para estados, conforme anúncio da Fazenda. O objetivo é conter o impacto da alta sobre custo de vida e produção.
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