- João Campos fechou acordo para candidatura ao governo de Pernambuco com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) disputando o Senado, consolidando a chapa ainda nesta semana.
- A negociação ocorreu em Brasília com aval de PT e PDT, influenciando o tabuleiro local e esvaziando a estratégia da governadora Raquel Lyra (PSD).
- O apoio de Lula pesou na decisão de Marília Arraes de permanecer no campo do PSB, fortalecendo o palanque do grupo à esquerda.
- A chapa deve ter como vice o advogado Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro Silvio Costa Filho, e inclui Humberto Costa reeleito ao Senado.
- A definição foi anunciada após reunião de João Campos com Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT) na quarta-feira 18, encerrando incertezas sobre a composição.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), fechou acordo para compor a chapa do governo de Pernambuco com Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) disputando o Senado. A formalização deve ocorrer ainda nesta semana, após articulações em Brasília com dirigentes do PT e do PDT.
A decisão marca uma reviravolta nas negociações locais. Marília Arraes vinha sendo sondada pela governadora Raquel Lyra (PSD), que buscava tê-la ao lado de Silvio Costa Filho (Republicanos) para uma chapa competitiva ao Senado. O acordo com Campos, porém, mudou o eixo das alianças.
O peso do apoio do presidente Lula (PT) foi apontado como determinante para a escolha. A perspectiva de integrar uma chapa vinculada ao projeto de reeleição do PT foi decisiva para Marília permanecer no campo liderado pelo PSB, fortalecendo o palanque de Campos.
A chapa deve contar ainda com Humberto Costa, que busca a reeleição, e tem como provável vice o advogado Carlos Costa (Republicanos), irmão do ministro Silvio Costa Filho. A definição ocorreu após reunião de Campos com Edinho Silva (PT) e Carlos Lupi (PDT) na quarta-feira 18.
Com a nova configuração, Campos encerra meses de incerteza sobre a composição e dificulta avanços de adversários em seu campo. Raquel Lyra perde uma peça central de sua estratégia para o Senado e deverá intensificar as articulações para recompor a base e definir os nomes que disputarão as vagas na Casa Alta.
A relação entre as siglas envolvidas passa a ganhar um desenho mais estável, com o PSB fortalecendo um palanque alinhado à esquerda e a proximidade de Campos com o governo federal. O cenário, ainda sem confirmação oficial de nomes e datas, indica mudanças relevantes para a corrida estadual.
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