- O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), defende adiar a discussão do projeto que regulamenta motoristas e entregadores por aplicativo para depois das eleições.
- Guimarães afirmou ao SBT News que a matéria pode virar dor de cabeça para o governo e planeja conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre o adiamento.
- O posicionamento revela um racha interno no governo, já que Guilherme Boulos defendia votar ainda no primeiro semestre e Motta quer plenário em abril.
- Uma pesquisa da Quaest, divulgada na terça-feira, indica que 71% dos entrevistados são contra a taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo defendida pelo governo.
- O governo propõe remuneração mínima de R$ 10 por entrega; o relator, Augusto Coutinho, defende R$ 8,50, enquanto as empresas temem que o valor prejudique o modelo de negócio.
O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), defendeu adiar novamente a discussão e a votação do projeto de lei que regulamenta o trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo para depois das eleições. A declaração foi dada ao SBT News, citando o risco de o tema virar dor de cabeça para o governo e atrapalhar a campanha de reeleição de Lula.
Dentro do governo, há divergências sobre o timing. Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, defendia a votação ainda no primeiro semestre. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também afirma apoiar a votação em plenário em abril. Guimarães prometeu tratar do tema com Motta nos próximos dias.
A proposta segue sob críticas e apoio tabelado por pesquisas. Uma sondagem da Quaest, divulgada na terça-feira, indica 71% de rejeição à criação de uma taxa mínima para entregas por aplicativo. O governo propõe remuneração mínima de R$ 10 por entrega; o relator, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), sustenta R$ 8,50. Empresas dizem temer impacto no modelo de negócios.
Divergências internas e próximos passos
Guimarães afirmou que irá conversar com Motta para definir a agenda. A inclinação é adiar o debate, ao menos, até após as eleições, sem data definida para a votação. A expectativa de votação no plenário permanece incerta. A pauta segue em análise na Casa, com impactos políticos e econômicos a serem considerados.
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