- Lula chamou o Banco Master de “ovo da serpente” envolvendo Bolsonaro e Roberto Campos Neto, em evento do PT em São Paulo na quinta-feira (19).
- Ele afirmou que o banco nasceu em 2019 e que falcatruas teriam sido cometidas por eles, defendendo que é preciso apurar e denunciar.
- O presidente disse que houve um roubo de 50 bilhões no país e que não se pode deixar que essa culpa recaia sobre o PT.
- Lula declarou que terá uma atuação mais firme neste ano, deixando de ser “Lulinha paz e amor” para evitar colocar o partido como responsável pelas acusações.
- No evento, o PT confirmou Fernando Haddad como candidato ao governo de São Paulo em 2026 e Lula reiterou a sua candidatura à reeleição.
Durante um evento do PT em São Paulo, na quinta-feira (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o caso do Banco Master representa o que chamou de ovo da serpente envolvendo Jair Bolsonaro e Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central. A fala ocorreu no contexto de críticas ao empreendimento financeiro alvo de controvérsias políticas.
Lula comentou que o banco teria sido criado em 2019 e que, segundo ele, as falcatruas relacionadas ao tema teriam partido dos entrevistados, segundo sua leitura do episódio. O presidente disse ainda que o PT deve apurar todas as irregularidades apontadas, citando um suposto desfalque de 50 bilhões como motivo de cautela.
O mandatário também indicou uma mudança de postura para 2026, dizendo que pretende adotar uma linha de atuação mais firme e que não permitiria que o caso seja usado para deslegitimar o governo. A fala ocorreu no mesmo evento em que o PT confirmou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, para as eleições de 2026, além da reeleição de Lula.
Contexto e desdobramentos
O tema Banco Master é citado por apoiadores do governo como parte de disputas políticas envolvendo o antigo esquema de gestão pública. Não há confirmação oficial de irregularidades por parte de autoridades competentes no momento, cabendo a apuração seguir seus ritos legais.
Entre as informações discutidas, surgem relatos sobre vínculos entre o banco, agentes políticos e decisões administrativas. O PT consolidou o uso do tema para reforçar críticas ao governo anterior e à condução da política econômica. Em resposta, oposicionistas costumam exigir dados verificáveis e fontes oficiais para sustentar acusações.
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