- Lula chamou o escândalo do Banco Master de “ovo da serpente” do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central.
- A declaração ocorreu durante ato que oficializou a pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo.
- O presidente afirmou que a investigação não deixará pedra sobre pedra para apurar o rombo de R$ 50 bilhões no país.
- O Fundo Garantidor de Créditos estima que a liquidação do Master, do Banco Pleno e do Will Bank custará R$ 51,8 bilhões.
- Lula disse que a transferência de controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, que criou o Master, foi reconhecida em 2019 por Campos Neto; o ex-presidente do BC não é investigado no caso, até o momento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o escândalo envolvendo o Banco Master é uma peça-chave que liga Bolsonaro e Roberto Campos Neto. A declaração ocorreu durante evento de lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, em São Bernardo do Campo (SP). Lula descreveu o caso como uma operação articulada para pressionar o PT e o governo.
O chefe do Executivo pediu que as apurações avancem sem rubores e que sejam investigados todos os responsáveis. Segundo ele, não há como afastar a responsabilidade de pessoas ligadas ao controle do sistema financeiro, citando o ex-presidente do BC como parte de supostas falhas no processo. A fala reiterou que o tema não deve ser abafado pela administração pública.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) estima que a liquidação do Master, do Banco Pleno e do Will Bank pode chegar a 51,8 bilhões de reais, valor necessário para ressarcir clientes e investidores. Lula associou a transferência do controle do Banco Máxima para Daniel Vorcaro, criador do Master, a uma decisão tomada na gestão de Campos Neto, afirmando que o banco nasceu em 2019 e que o ex-presidente do BC teria reconhecido a operação.
Contexto e desdobramentos
De acordo com o que o governo aponta, as falhas ocorridas teriam contribuído para o rombo financeiro apontado pelo FGC. Até o momento, Campos Neto não está sob investigação no caso Master, conforme gestores e autoridades. O tema permanece sob monitoramento de órgãos reguladores e do Ministério da Justiça, com apurações ainda em curso.
Entre na conversa da comunidade