- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que Dario Durigan, atual secretário-executivo da Fazenda, substituirá Fernando Haddad no ministério.
- Haddad deixará o cargo nesta sexta-feira para disputar um cargo eletivo em São Paulo, possivelmente contra o governador Tarcísio de Freitas, que tenta a reeleição.
- Durigan é considerado o “número dois” da Fazenda e atua como elo entre técnicos, Congresso e o Palácio do Planalto.
- Lula elogiou Haddad, afirmando que ele ficará na história como o ministro da Fazenda que aprovou uma reforma tributária parada há quarenta anos.
- A troca ocorre em meio a um momento de tensão econômica, com impactos da guerra no Oriente Médio, alta no diesel e possível greve de caminhoneiros.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira que Dario Durigan, atual secretário-executivo do Ministério da Fazenda, substituirá Fernando Haddad no comando da pasta. Haddad deixará o governo na sexta-feira para disputar um cargo eletivo em São Paulo, possivelmente a governador.
O anúncio ocorreu em evento na zona Norte de São Paulo, com Lula destacando que Durigan será o substituto no Ministério da Fazenda. Durigan é considerado o “número 2” da pasta, assumindo papel central na coordenação interna, na distribuição de tarefas e como elo entre técnicos, Congresso e Palácio do Planalto.
Perfil de Durigan e a transição
Haddad confirmou no encontro que deixa o ministério. O presidente ressaltou o legado dele, afirmando que Haddad pode entrar para a história como um dos ministros da Fazenda mais bem-sucedidos, por ter levado adiante uma reforma tributária.
A troca ocorre em um momento de tensão econômica, com a guerra no Oriente Médio impactando o Brasil, o que eleva o preço do diesel e aumenta a possibilidade de greve de caminhoneiros. O governo tem trabalhado com medidas para mitigar impactos, incluindo estratégias para reduzir encargos sobre combustíveis.
Haddad não confirmou se disputará o governo de São Paulo, mas reconheceu que o cenário eleitoral se tornou mais desafiador para a reeleição de Lula. O presidente e o PT aceleraram a definição da chapa paulista, com Haddad pressionado a concorrer. Haddad indicou que anunciará seus planos após a saída do ministério.
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