- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve confirmar hoje que disputará o governo de São Paulo, fortalecendo o aliado de Lula na campanha no maior estado do país.
- Haddad sinalizou em 2025 que deixaria o ministério neste ano e, desde então, o cenário para a reeleição de Lula ficou mais complexo.
- A corrida em São Paulo tende a ser dura, com o atual governador Tarcísio de Freitas, aliado de Jair Bolsonaro, liderando pesquisas.
- Haddad e Lula devem participar de um ato do Partido dos Trabalhadores em São Paulo; o substituto na Fazenda deve ser o vice‑governador Sebastião Durigan.
- Principais realizações de Haddad na Fazenda incluem reforma tributária do consumo, novo arcabouço fiscal e alterações no imposto de renda, além de medidas sobre dívida pública e financiamento climático.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve confirmar nesta quinta-feira sua candidatura ao governo de São Paulo, segundo apuração. A medida pode tornar Lula da Silva aliado estratégico na campanha no maior colégio eleitoral do país, em plena contenda estadual.
Haddad, de 63 anos, sinalizou em 2025 que deixaria o ministério no início deste ano para orientar Lula na reeleição, se confirmando na prática pela primeira vez como possível postulante a governador.
Haddad e Lula devem falar em ato do PT no comitê sindical de São Paulo, às 19h locais. O deputado-digital Dario Durigan está escalado para comandar a Fazenda caso Haddad se afaste.
Contexto político
O clima para Lula é pouco favorável, com pesquisas apontando vantagem do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em cenário de segundo turno. A desistência de Haddad depende de confirmarem-se as demarcações internas do PT.
A candidatura paulista é vista pelo PT como estratégia para ampliar margens de votos dele no estado, ainda que as projeções indiquem dificuldades frente ao atual governador Tarcísio de Freitas, apoiado por Bolsonaro.
Desempenho de Haddad na gestão
Durante a gestão, Haddad promoveu reformas tributárias de consumo e um novo arcabouço fiscal para equilíbrio das contas públicas, com metas orçamentárias flexibilizadas no tempo.
Outras mudanças incluíram ajustes na cobrança de impostos sobre renda, crédito corporativo e transações externas, além de incentivos a financiamento climático, segundo a avaliação de aliados e críticos.
Entre na conversa da comunidade