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Ministros elogiam coragem de Moraes no julgamento de Bolsonaro

Fachin e Gilmar Mendes exaltam Moraes pelos nove anos no STF e pela coragem nas investigações ligadas ao possível plano de golpe

Alexandre de Moraes completou 9 anos como ministro do Supremo nesta 5ª.
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  • Fachin e Gilmar Mendes elogiaram Alexandre de Moraes pelos 9 anos como ministro do Supremo Tribunal Federal, destacando a “coragem” dele em investigações e na denúncia de plano de golpe atribuído a Jair Bolsonaro.
  • Fachin mencionou a atuação de Moraes nos processos que levaram à condenação de envolvidos nos atos de 8 de janeiro e à defesa da democracia diante de tentativas de ruptura institucional.
  • Gilmar Mendes afirmou que Moraes submeteu o ex-presidente ao rigor da lei, citando a comprovação de um plano de golpe e críticas consideradas retóricas para descredibilizar o tribunal.
  • O decano lembrou a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes pelo governo dos Estados Unidos em julho de 2025, disse que as sanções foram retiradas em setembro e enfatizou a dignidade com que o ministro respondeu à afronta.
  • Moraes, em resposta, destacou que o STF teve atuação firme em defesa da democracia e dos princípios republicanos, citando decisões da Corte durante a pandemia e o período de ataques ao tribunal.

Alexandre de Moraes completou nove anos como ministro do STF nesta quinta-feira, 19 de março de 2026. Os presidentes do tribunal, Luiz Edson Fachin, e o decano Gilmar Mendes, prestaram homenagem ao trabalho dele na Corte. A celebração ocorreu em meio às investigações e a denúncias envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, com menção à coragem do ministro nas ações judiciais.

Fachin destacou a atuação de Moraes na relatoria de casos que resultaram na condenação de envolvidos nos atos do 8 de janeiro, ressaltando a defesa da ordem democrática diante de ameaças ao poder constitucional. O presidente do STF afirmou que houve uma tentativa de romper com a normalidade democrática, com invasões a sedes dos Três Poderes.

Mendes, na qualidade de decano, parabenizou Moraes e afirmou que o ministro aplicou o rigor da lei ao ex-presidente. O ministro comentou que ficou demonstrado o plano de golpe e criticou críticas que considerou vazias sobre a lisura do rito, associando-as a retórica política destinada a desviar o debate público dos fatos apurados pela PGR.

O decano também mencionou a eventual aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes pelo governo dos EUA em 2025, observando que o ministro respondeu à sanção com dignidade e continuou no cargo; as sanções foram retiradas em setembro do mesmo ano. Moraes, por sua vez, afirmou que o país enfrentou grandes atribulações, mas o STF ofereceu respostas que a sociedade precisava.

Segundo Moraes, o STF manteve decisões relevantes durante a pandemia de covid-19, preservando medidas de isolamento adotadas por estados e municípios. O ministro ressaltou ainda os ataques ao STF que ocorreram ao longo dos anos e a atuação do tribunal para preservar a democracia, os princípios republicanos e os interesses da Constituição.

A cerimônia de homenagem aconteceu em um momento de debate público sobre a trajetória do STF e as investigações envolvendo figuras públicas ligadas aos acontecimentos de 8 de janeiro. O ato reforçou a percepção de que a Corte atua de forma autônoma e com responsabilidade institucional perante a sociedade.

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