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Moraes: PGR analisa material sobre Wassef antes de arquivamento

Moraes determina que a PGR analise, antes do arquivamento, material da PF sobre Frederick Wassef na investigação das joias recebidas pelo governo

Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro, teve celulares apreendidos em investigação sobre venda de joias — Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo
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  • Alexandre de Moraes determinou que a PGR analise o material reunido pela Polícia Federal antes de avaliar o pedido de arquivamento do caso envolvendo joias.
  • A PGR pediu o encerramento do inquérito, mas não se manifestou sobre as informações enviadas pela PF relativas ao investigado Frederick Wassef.
  • A PF aponta que Wassef participou da operação de resgate de kits de joias negociadas no exterior, que precisaram ser recuperados para entrega às autoridades.
  • O advogado de Bolsonaro recomprou nos Estados Unidos um relógio Rolex vendido pelo tenente-coronel Mauro Cid, item que foi presenteado ao governo pela Arábia Saudita.
  • Em julho de 2024, a PF indiciou Bolsonaro e mais onze pessoas por desvio e venda de joias recebidas pelo governo brasileiro, incluindo Bento Albuquerque, Mauro Cid e Fabio Wajngarten.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que a PGR analise o material reunido pela Polícia Federal antes de avaliar o pedido de arquivamento da investigação sobre a venda de joias recebidas pelo governo brasileiro. O caso envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados.

A PF aponta irregularidades na aquisição e negociação de joias assinadas como presentes da Arábia Saudita e de Bahrein, durante a gestão de Bolsonaro. O inquérito já indiciou Bolsonaro por peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa, além de outros investigados.

Segundo Moraes, a PGR pediu o encerramento do caso, mas não se manifestou sobre os celulares e demais dados encaminhados pela PF relacionados ao advogado Frederick Wassef, ligado à família Bolsonaro. A PF afirma que Wassef participou da recuperação dos itens no exterior.

A apuração indica que o relógio Rolex, adquirido nos EUA, foi recomprado por Wassef e associado a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, como parte de itens de presente ao governo. A investigação envolve ainda Bento Albuquerque, Mauro Cid, Mauro Cesar Lourena Cid e Fabio Wajngarten.

Inquérito das joias

A decisão de Moraes emerge em meio a questionamentos sobre a titularidade de presentes recebidos por autoridades durante o exercício do cargo. A PGR sustenta que a legislação não define claramente a quem pertencem tais presentes.

A PF, em julho de 2024, indiciou Bolsonaro e mais onze pessoas por desvio e venda de joias. Os demais indiciados incluem o ex-ministro Bento Albuquerque, o ex-ajudante Mauro Cid, o pai dele, o general Mauro Lourena Cid, Frederick Wassef e Fabio Wajngarten.

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