- Candidatos que são viticultores disputam as eleições municipais de 2026 com o objetivo de dinamizar a viticultura local e desenvolver o turismo na região.
- Em Châtenois, na Alsácia, o candidato Damien Schmitt concorre à prefeitura e aponta que a cave coopérative Wolfberger movimenta cerca de 8 milhões de euros por ano.
- Em Vertheuil, na Gironda, Frédéric Riffaud quer manter a viticultura como eixo central, com ideias para as caves, bares e eventos que valorizem o vinho da comuna.
- Em Saint-Nicolas de Bourgueil, no Indre e Loire, Patrick Olivier pretende direcionar mais turistas para a denominação de origem Saint-Nicolas-de-Bourgueil, que abrange 1.100 hectares de vinhedos.
- Em Routier, na Aude, o candidato Philippe Mourgues admite orçamento global abaixo de 300 mil euros e destaca a importância de evitar conflitos de interesse e trabalhar pela convivência entre viticultores e moradores.
O segundo turno das eleições municipais de 2026 ocorreu no dia 22 de março, com candidatos-vinicultores prometendo apoiar a viticultura local em várias regiões da França. Os postulantes buscam fortalecer a atividade econômica ligada às vinhas, defender vias de acesso, melhorar o turismo e assegurar a convivência com os moradores. A proposta comum é revitalizar a viticultura como motor de desenvolvimento nas pequenas cidades.
Entre os candidatos, muitos destacam a importância da viticultura para a economia local e para o futuro de seus municípios. Em Châtenois, na Alsácia, o candidato Damien Schmitt aponta que o setor movimenta cerca de 8 milhões de euros anuais e envolve a cave Wolfberger. Schmitt comenta ironicamente que o atual prefeito não reconhecia a existência de vinhedos na cidade.
Frente a esse cenário, outra linha de trabalho emerge em Vertheuil, na Gironda. Frédéric Riffaud defende que as vinhas contribuam para “fazer viver o vilarejo” e cita planos para atrair visitantes, além de organizar encontros com vinicultores para levantar demandas locais. Em Routier, no Aude, Philippe Mourgues admite orçamento baixo, dizendo que “com menos de 300 mil euros, milagres não serão possíveis”.
Candidatos em diferentes regiões
Em Saint-Nicolas de Bourgueil, no Indre‑et‑Loire, Patrick Olivier pretende ampliar o fluxo turístico para a denominação Saint-Nicolas-de-Bourgueil, reconhecida na Vallée de la Loire. A ideia é aproveitar melhor a sinalização rodoviária para atrair visitantes até a área vitivinola da região.
Outros candidatos veem a viticultura como motor de atividades locais, como comércio e eventos. Em Billaux, no sudoeste, Fabrice Rieublanc planeja apresentar vinicultores em festividades e animações. Bernard Maillard, em Saint-Lumine-de-Clisson, na Loire-Atlantique, quer valorizar os vinhos locais em inaugurações e eventos municipais, destacando medalhas recentes do Muscadet.
Convivência com vizinhos e conflitos de interesse
Os candidatos ressaltam a necessidade de evitar conflitos entre viticultores e moradores. Em Saint-Lumine-de-Clisson, Maillard sugere que ações ligadas ao manejo de plantações ocorram de forma transparente, com atenção à convivência entre agricultores e transeuntes. Em alguns casos, há preocupação com a proximidade entre residências e lavouras, bem como com o manejo de defensivos agrícolas.
Diversos postulantes reforçam que as candidaturas não representam interesses pessoais na prática profissional. Schmitt afirma não concorrer para beneficiar a própria atividade; outros reconhecem o desafio de desconfianças e garantem que projetos em viticultura serão conduzidos por equipes técnicas independentes.
Em síntese, as candidaturas vignerons‑maires buscam combinar desenvolvimento turístico, fortalecimento econômico da viticultura e convivência pacífica com comunidades locais, diante de um cenário de recursos limitados e crise setorial. As propostas variam conforme a realidade regional, com ênfases que vão desde melhorias na infraestrutura até iniciativas de divulgação cultural e gastronômica associadas ao vinho.
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