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Oposição pede demissão de Gonet por omissão no caso Master

Oposição pede demissão do procurador-geral Paulo Gonet por suposta omissão em apurações sobre o Banco Master e ligações de ministros com Vorcaro

Ofício de deputados aponta ocasiões em que procurador-geral da República teria sido omisso em relação ao caso Master. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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  • A oposição protocolou um ofício para pedir a demissão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, por omissão nas investigações sobre o Banco Master e a relação com o banqueiro Daniel Vorcaro.
  • Os parlamentares afirmam que Gonet não atua de forma adequada em apurações que envolvem o banco e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, sugerindo possível descumprimento de funções constitucionais.
  • O pedido se baseia no artigo cento e vinte e oito da Constituição Federal, que permite ao presidente solicitar ao Senado a exoneração do chefe do Ministério Público, e depende da aprovação da maioria absoluta dos senadores.
  • Entre os pontos citados estão o arquivamento de pedidos de suspeição de Toffoli no caso Master e a ausência de manifestação sobre suspeitas envolvendo Moraes, além de ligações com Vorcaro, como contatos frequentes na época de prisão. Também é mencionada a participação da esposa de Moraes em contrato de R$ 129 milhões com o banco Master.
  • A pressão aumentou após críticas públicas do ministro André Mendonça, relator do processo no STF, que classificou o pedido de mais prazo pela PGR como “lamentável”; Gonet justificou a necessidade de tempo pelo volume de informações.

Oposição pede demissão de Gonet por omissão em caso Master

Deputados da oposição ao governo de Lula protocolaram um ofício para que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, seja demitido. A ação sustenta omissão nas investigações sobre supostas fraudes envolvendo o Banco Master e a relação de ministros com o banqueiro Daniel Vorcaro. A defesa aponta falhas na atuação do chefe do Ministério Público.

O pedido foi assinado pelas deputadas Caroline de Toni e Gustavo Gayer, ambos do PL. Os parlamentares afirmam que Gonet não tem atuado de forma adequada nas apurações sobre o banco e os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Alega-se descumprimento de funções constitucionais por parte do procurador-geral.

Estrutura legal e termos do pedido

Os parlamentares citam o artigo 128 da Constituição Federal, que autoriza o presidente a pedir a exoneração do chefe do Ministério Público junto ao Senado. A medida depende de maioria absoluta dos senadores para avançar, cenário sem precedentes desde a redemocratização.

Entre os pontos questionados está a decisão de Gonet de arquivar pedidos que contestavam a suspeita de Toffoli no caso Master por conflito de interesses. Toffoli foi sócio de dois irmãos em empresa ligada a um resort negociado com fundo ligado ao empresário Vorcaro.

Os deputados destacam ainda a falta de manifestação sobre suspeitas envolvendo Moraes, que manteria contato frequente com Vorcaro, incluindo o dia da prisão do empresário. Também é citada a relação da esposa de Moraes, Viviane Barci, com contrato de serviços advocatícios no maior valor citado no caso.

A pressão sobre Gonet ganhou impulso após críticas do ministro André Mendonça, relator do processo do Banco Master no STF. Mendonça classificou o pedido de prazo adicional para analisar documentos como lamentável, citando risco às vítimas e à condução da Justiça.

Gonet justificou a necessidade de mais tempo pelo volume de informações, que supera centenas de páginas, segundo seus argumentos. O cenário segue em análise no âmbito jurídico, sem confirmação de desfechos imediatos.

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