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Haddad terá como aliado Márcio França na disputa pelo governo de SP

Haddad define governo de São Paulo; PSB avalia palanque duplo, com Márcio França alinhado a Lula e confronto com Tarcísio

Fernando Haddad e Márcio França
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  • Após a definição de Haddad como candidato ao governo de São Paulo, o PSB paulista avalia lançar um palanque duplo para a reeleição de Lula e uma chapa própria no estado.
  • A ideia é colocar o ministro Márcio França como concorrente ao governo paulista, com uma campanha mais agressiva contra o atual governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
  • O objetivo é atrair voto antipetista que não apoiaria Haddad, mas também não quer Tarcísio.
  • Em um eventual segundo turno, França apoiaria Haddad e poderia trazer votos obtidos na fase inicial da campanha.
  • França e Haddad são aliados de Lula em São Paulo e participaram da construção da chapa de Lula em 2022 com Geraldo Alckmin; o PSB também trabalha para fortalecê-lo no estado, incluindo a possibilidade de lançar Simone Tebet para o Senado.

O PT definiu o nome de Fernando Haddad para disputar o governo de São Paulo. O anúncio veio em meio a discussões entre aliados sobre estratégias eleitorais para 2026. A sigla busca manter a liderança no estado e enfrentar o cenário de disputa interna.

Ao mesmo tempo, o PSB paulista avalia abrir um palanque duplo no estado: Haddad no palanque do governo com apoio ao presidente Lula, e uma chapa própria para ampliar a presença da sigla. A ideia é aumentar as opções de voto frente ao cenário atual.

Márcio França, ministro do Empreendedorismo e aliado de Lula em São Paulo, aparece como possível integrante de uma chapa paralela. A estratégia seria ter maior margem de atuação para ataques políticos contra o governo estadual atual de Tarcísio de Freitas (Republicanos).

França já foi vice de Geraldo Alckmin no governo de São Paulo e governou de forma interina em 2018, após a saída de Alckmin para disputar a Presidência. A colaboração entre Haddad e França é vista como continuidade de uma aliança que já existiu regionalmente.

Em nível nacional, o PSB trabalha para fortalecer a parceria com Lula, incluindo a possibilidade de filiar a senadora Simone Tebet e acelerar a disputa pelo Senado. Tebet tem sido cogitada para mudar domicílio eleitoral para o estado, hoje no Mato Grosso do Sul.

Caso Tebet se filie ao PSB, ela seria considerada da cota pessoal de Lula, não da legenda. O PSB também aponta a possibilidade de indicar outra vaga ao Senado ou a vice na chapa de Haddad.

Outro nome que surge na alçada de alianças é o da ministra Marina Silva. Filiada atualmente à Rede, Marina estuda convites do PT, PSB, PV e PSOL, dada a necessidade de ampliar o arco de alianças para a chapa lulista.

Se França optar por concorrer ao governo ao lado de Haddad, a estratégia do PSB pode mudar para sustentar a dupla candidatura. O cenário permanece aberto e depende de decisões em Brasília e das negociações entre as siglas.

A discussão sobre a formação de alianças envolve várias frentes e ainda não há definição sobre o número de vagas, nem sobre quem ocupará cada posto no eventual palanque. Lula, no entanto, permanece como o articulador central.

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