- João Campos (PSB) oficializará, nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, a pré-candidatura ao governo de Pernambuco em um hotel no Pina, Recife.
- Marília Arraes (PDT), prima de Campos, ficará em uma das vagas do Senado na chapa.
- O PT de Pernambuco não comparecerá ao lançamento; há insatisfação interna com a formação da chapa.
- O acordo com Arraes não foi feito em conjunto com o PT, gerando mal-estar entre caciques petistas.
- Se confirmada, a adversária principal de Campos deve ser a governadora Raquel Lyra (PSD), que tenta a reeleição.
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), lança nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, sua pré-candidatura ao governo de Pernambuco. O ato ocorre em um hotel no bairro do Pina, na região sul da capital.
Campos confirmou a chapa com a ex-deputada Marília Arraes (PDT), prima dele, para ocupar a vaga no Senado. O anúncio define a formação da Frente Popular sem acordo formal com o PT de Pernambuco.
A decisão gerou atrito interno: o PT estadual não confirmou presença e houve insatisfação de caciques da sigla com a forma de composição. Humberto Costa era o único nome já alinhado para o Senado na chapa.
Detalhes da chapa e cenário
O PSB informou que Campos liderará a futura chapa, com apoio de lideranças locais, prefeitos e ex-prefeitos que apoiam o projeto. O lançamento ocorre em meio a intensas articulações políticas em Brasília.
Carlos Costa, economista e advogado, é cotado para o posto de vice. Ele é filho do ex-deputado Silvio Costa e irmão de Silvio Costa Filho, atual ministro dos Portos.
Repercussões e próximos passos
O PT estadual mantém calendário de atividades eleitorais e ainda não definiu se aceitará a mudança na composição. Uma plenária está marcada para 28 de março para definir a posição do partido.
Humberto Costa deve manter agenda própria no Sertão nos próximos dias e só retorna ao Recife na segunda-feira, dia 23 de março. Se confirmada, a disputa terá como principal adversária a governadora Raquel Lyra (PSD).
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