- Em evento na seccional da OAB do Rio de Janeiro, o ministro André Mendonça disse que o papel de um magistrado é assumir responsabilidade, não buscar protagonismo.
- Ele afirmou que decisões difíceis são parte da rotina de liderança no Estado e que erros devem ser reconhecidos e corrigidos, sem medo de decidir.
- A coragem, para Mendonça, não é elevar a voz nem agir com força, mas manter serenidade e tomar decisões de forma racional e motivada.
- O ministro destacou que humildade não é fraqueza, e sim grandeza, ao reconhecer que ninguém está acima de ninguém.
- Ao lembrar a sabatina no Senado em 2021, disse ter enfrentado resistência de pessoas mais poderosas e adotado estratégia de evitar confrontos públicos até a sabatina ser marcada.
O ministro do STF André Mendonça chamou atenção para o papel do juiz em um evento da OAB no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (20). Segundo ele, o magistrado deve assumir a responsabilidade de julgar com equilíbrio, reconhecendo suas limitações. O ato ocorreu na seccional fluminense da OAB.
Ele reforçou que o que caracteriza um bom juiz não é protagonismo, e sim o cumprimento do dever com responsabilidade. Mendonça afirmou que, por sua fé, é preciso julgar de forma justa, reconhecendo que ninguém é perfeito.
O ministro disse que decisões difíceis são comuns em posições de liderança no Estado e que erros devem ser admitidos e corrigidos. Em sua fala, destacou que não se deve temer decidir, mesmo diante de possibilidade de erro, desde que haja coragem para corrigir rotas.
Humildade e coragem no exercício da função
Mendonça defendeu que a coragem na gestão pública não é subir o tom, mas manter serenidade sob pressão. Para ele, coragem significa decidir com tranquilidade e fundamentação, sem recorrer à arrogância.
O ministro relembrou a sabatina no Senado, em 2021, citando resistência de interlocutores mais influentes. A estratégia apontada foi evitar confrontos públicos antes da sabatina, afastando combates prematuros e buscando o tempo certo para agir.
Concluiu enfatizando que posições públicas exigem perseverança, resiliência e leitura precisa do momento adequado para atuar, sem afetações ou retórica vazia.
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