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Podcast: o maior partido político da Europa estaria se movendo para a direita

Investigação aponta colaboração do Partido Popular Europeu com partidos de extrema direita, incluindo AfD, em leis migratórias da União Europeia, colocando Weber no centro do escândalo

Brussels, My Love?
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  • Uma investigação da agência de notícias alemã dpa aponta que o Partido Popular Europeu (EPP) tem colaborado com partidos de extrema direita, incluindo Alternativa para a Alemanha (AfD), em propostas de migração mais duras, com comunicações via grupo no WhatsApp; o líder do EPP, Manfred Weber, está no centro do escândalo.
  • Stefan Grobe afirma que é grave para Weber e para a democrata-cristã na Alemanha, dizendo que havia uma “firewall” com a extrema direita e que houve negociação secreta com a AfD.
  • Pornschlegel sustenta que o EPP já trabalhava com o agrupamento European Conservatives and Reformists (ECR) e outros partidos de direita desde as eleições de 2024 em várias propostas, incluindo desregulamentação e migração.
  • Nas eleições municipais de 2026 na França, quase 48,7 milhões de eleitores foram às urnas; no primeiro turno, cidades com segundo turno marcado para 22 de março, quando nenhum candidato atingiu 50%.
  • Em Paris, o candidato socialista Emmanuel Grégoire está na liderança; em Lyon, a aliança entre Verdes e França Insubmissa reconfigurou a corrida, e analistas dizem que o centro de Macron perdeu força, com mais partidos de direita e esquerda ganhando espaço.

O grupo de centro-direita da UE, a EPP, está no centro de um escândalo após uma investigação da agência alemã dpa. A apuração aponta cooperação com partidos de direita radical, incluindo o AfD, na formulação de leis migratórias da União, com comunicação ocorrendo em um grupo de WhatsApp. Manfred Weber, líder da EPP, estaria envolvido.

Analistas destacam que a EPP já mantinha contatos com o ECR e outras formações de direita desde as eleições europeias de 2024, em diversos dossiers, como desregulamentação e migração. O caso reacende debates sobre a distância entre o centrismo pró-EU e partidos à direita do espectro.

A polêmica surge em meio a eleições municipais na França, realizadas no último domingo. Mesma data em que quase 48,7 milhões de eleitores estavam aptos a votar, com segundo turno marcado para 22 de março em cidades onde nenhum candidato atingiu 50%.

Eleições municipais na França

Paris caminha para liderança de Emmanuel Grégoire, candidato socialista, segundo levantamentos. Em Lyon, a aliança entre verdes e França Insubmissa de esquerda redesenha a disputa. Especialistas entendem que as votações revelam uma força maior de forças extremistas tanto da direita quanto da esquerda.

Segundo Küchler, o quadro sugere fragilidade do espaço central de Macron, com o crescimento de forças radicais à direita e à esquerda. Por outro lado, Pornschlegel vê a eleição como processo distinto do pleito presidencial de 2027, com participação menor e motivações diferentes.

A apuração pode manter o foco público em temas como migração e políticas públicas, influenciando dinâmicas nacionais. O podcast está disponível nos players habituais. Temas e desdobramentos continuam em cobertura futura.

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