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Senador isenta Lagoinha de envolvimento em escândalo do INSS

Senador diz não haver evidência de repasses do INSS a igrejas; foco é pastor com CNPJ e vínculos com Banco Master; Lagoinha não é alvo comprovado

Senador isenta Lagoinha de envolvimento em escândalo do INSS
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  • O senador Carlos Viana afirmou, em Brasília, que não há evidências de repasses do INSS para igrejas e que o foco das investigações é um pastor com CNPJ próprio e vínculos com o Banco Master.
  • Segundo ele, até agora não foi identificada ligação entre instituições religiosas e recursos do INSS; informações devem esclarecer a atuação do pastor citado.
  • Viana disse que apresentará requerimento para compartilhar com a CPMI do crime organizado a quebra de sigilo fiscal de Fabiano Campos Zettel, ampliando o acesso de parlamentares às informações.
  • A CPMI citou seis igrejas ao longo das apurações; três tiveram indícios de lavagem de dinheiro e tiveram o sigilo quebrado, outras três foram mencionadas por contribuições de pessoas investigadas, entre elas a Lagoinha.
  • As medidas da comissão usam relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal; nomes como César Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Zettel e André Fernandes aparecem em convocações.

O senador Carlos Viana afirmou, em Brasília, na terça-feira, 17 de março, que não há evidências de repasses do INSS para igrejas. A declaração ocorreu durante coletiva sobre as investigações da CPMI que apura fraudes e irregularidades.

Ele destacou que, até o momento, não foi identificada ligação entre instituições religiosas e recursos do INSS. O foco das apurações permanece no desempenho de um pastor com CNPJ próprio e vínculos com o Banco Master, que deverá comparecer para esclarecer.

Investigação e desdobramentos

Viana informou que pretende apresentar requerimento para compartilhar com a CPMI do crime organizado a quebra de sigilo fiscal de Fabiano Campos Zettel. As informações ficarão acessíveis aos parlamentares para aprofundar as apurações.

Segundo o senador, seis igrejas aparecem nos relatos. Três tinham indícios de lavagem de dinheiro e tiveram o sigilo fiscal autorizado. Outras três, entre elas a Lagoinha, foram citadas por meio de contribuições de pessoas sob investigação.

A CPMI aprovou convocações e convites para líderes religiosos esclarecerem fatos. Entre os citados estão César Belucci do Nascimento, André Machado Valadão, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Zettel e André Fernandes.

As medidas da comissão baseiam-se em relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal. Entre instituições mencionadas estão Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church e Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Posição da Lagoinha

Em nota divulgada em janeiro, a Igreja Batista da Lagoinha negou envolvimento nas investigações. A instituição afirmou ter afastado Fabiano Zettel e que ele não mantém vínculo com a igreja desde novembro de 2025. A igreja disse não haver provas de uso de sua força em esquemas ligados ao caso.

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