- Bolsonaro recebeu alta da UTI e foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília; permanece internado desde 13 de março para tratamento de broncopneumonia bacteriana bilateral, com quadro estável e evolução favorável.
- O ex-presidente deve seguir com antibioticoterapia endovenosa e fisioterapia respiratória e motora pelo menos até quarta-feira, 25 de março.
- O Ministério Público Federal manifestou-se favorável à conversão da prisão em regime domiciliar humanitário, alegando necessidade de atenção constante e ambiente familiar adequado.
- A defesa sustenta que a ala militar do Complexo da Papuda não oferece estrutura suficiente para o tratamento, citando histórico de 14 cirurgias e o soluço refratário, que pode ter contribuído para aspiração de substâncias.
- A decisão final cabe ao ministro Alexandre de Moraes; aliados próximos esperam que, com o respaldo da PGR, a autorização para cumprir a reabilitação em casa seja deferida ainda nesta semana.
Jair Bolsonaro, de 71 anos, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e foi transferido para um quarto do Hospital DF Star, em Brasília, nesta segunda-feira (23.mar.2026). O ex-presidente segue internado desde 13 de março para o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana bilateral. O quadro é considerado estável, com evolução favorável e sem intercorrências.
Ele permanece em tratamento com antibioticoterapia endovenosa e deve realizar fisioterapia respiratória e motora até, pelo menos, a próxima quarta-feira (25.mar). A equipe médica acompanha de perto os sinais vitais e a resposta ao tratamento.
PGR FAVORÁVEL À PRISÃO DOMICILIAR
Em paralelo à recuperação, a Procuradoria Geral da República manifestou-se favoravelmente à conversão da prisão de Bolsonaro para regime domiciliar humanitário. O parecer sustenta que o ex-presidente requer atenção constante e que o ambiente familiar favorece a recuperação.
A defesa argumenta que a ala militar do Complexo da Papuda não oferece estrutura adequada para o tratamento, especialmente diante do histórico de 14 cirurgias e das complicações relacionadas ao soluço refratário, que pode ter contribuído para a aspiração de substâncias para a via respiratória.
A decisão final depende do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Aliados próximos esperam que, com o apoio da PGR, a autorização para o tratamento em residência seja concedida até o fim desta semana.
HISTÓRICO DE SAÚDE
Bolsonaro foi esfaqueado durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora (MG), o que explicou as múltiplas cirurgias. O histórico recente inclui o soluço crônico, com episódios que atingiram a madrugada de 13.mar, sugerindo risco de refluxo e aspiração.
Entre as operações mais recentes estão as realizadas em 25, 27 e 29 de dezembro de 2025. No Natal, ocorreu a herniorrafia inguinal bilateral para corrigir hérnias na virilha. Também houve procedimento para bloquear o nervo frênico, com o objetivo de reduzir o soluço.
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