- O governador do Rio, Cláudio Castro, renunciou ao cargo durante cerimônia no Palácio Guanabara nesta terça-feira.
- A decisão ocorreu na véspera do julgamento de Castro no Tribunal Superior Eleitoral, que pode torná-lo inelegível por abuso de poder político e econômico.
- No discurso, Castro agradeceu aos eleitores, fez um balanço da gestão e pediu perdão pelos erros, encerrando a fala sem atender à imprensa.
- Com a renúncia, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Ricardo Couto, assume a função de governador, pois o estado não tem vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa está afastado.
- Couto terá a missão de organizar eleições indiretas em até trinta dias para escolher um novo governador em mandato-tampão até o fim de 2026.
Cláudio Castro renunciou ao cargo de governador do Rio na noite desta terça-feira, durante cerimônia no Palácio Guanabara, na zona sul da capital. A decisão ocorreu na véspera do julgamento do TSE, que pode tornar o político inelegível por abuso de poder político e econômico.
A fala oficial teve tom de balanço de gestão, com agradecimentos aos eleitores e pedidos de perdão pelos erros cometidos. Castro encerrou o discurso sem atender à imprensa, mantendo o foco na prestação de contas.
Com a renúncia, o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto, assume interinamente o governo do estado. O cargo ficará sem vice e sem líder da Assembleia Legislativa, já que o presidente da Alerj está afastado.
Mudança no governo e eleições indiretas
O desembargador Couto tem a missão de organizar eleições indiretas em até 30 dias para escolher um governador substituto, com mandato-tampão até o fim de 2026.
Contexto institucional
A cerimônia ocorre em meio a indefinição sobre a continuidade administrativa do estado, diante da possibilidade de cassação do mandato de Castro no TSE. A normalização do poder fica comprometida até a definição judicial.
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