- A defesa de Monique Medeiros chegou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confiando na absolvição no julgamento que começou na segunda-feira (23).
- A advogada sustenta que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que o perfil de vítimas do ex-parlamentar era semelhante ao da mãe de Henry Borel.
- Monique é julgada por homicídio triplamente qualificado, tortura por omissão, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica, com a acusação alegando que ela sabia das agressões e foi alertada por uma babá.
- Jairinho é apontado como autor direto das agressões; o pai da criança, Leniel Borel, disse esperar pela condenação máxima para ambos.
- Monique permanece em prisão preventiva no Instituto Penal Talavera Bruce; Jairinho continua detido no Complexo de Gericinó, e as penas, em caso de condenação, podem superar trinta anos de reclusão.
Na manhã desta segunda-feira (23), Monique Medeiros chegou ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) para o início do julgamento. A defesa expressou confiança na absolvição da ré e reforçou a tese de relacionamento abusivo com o ex-co-réu Jairinho. Segundo a defesa, o perfil das vítimas do ex-parlamentar incluía mulheres em situação semelhante à de Monique.
A defesa sustenta que Monique não tinha participação nos fatos. Argumenta ainda que a conduta da ré foi influenciada pelo ambiente de abuso vivenciado com Jairinho. O Ministério Público mantém que Monique tinha conhecimento das agressões contra o filho e se omitiu, conforme a acusação.
Acusações e tese de omissão
Monique Medeiros é julgada por homicídio triplamente qualificado, tortura por omissão, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. A acusação afirma que houve omissão de Monique diante das agressões ao filho, ainda que alertada por uma babá semanas antes do óbito. O crime ocorreu em 8 de março de 2021, no apartamento do casal na Barra da Tijuca, resultando na morte de Henry, com 23 lesões relatadas.
Dinâmica do júri popular
O julgamento será conduzido por um Conselho de Sentença formado por sete cidadãos. O rito prevê depoimentos da acusação e defesa, interrogatório dos réus e debates entre Ministério Público e advogados. Jairinho é apontado como autor direto das agressões e nega os crimes, mantendo a versão de acidente doméstico. O pai da criança, Leniel Borel, participa como assistente de acusação e espera condenação máxima para ambos os réus.
Situação prisional
Monique Medeiros permanece em prisão preventiva no Instituto Penal Talavera Bruce, decisão mantida pelo TJRJ em 2025. Jairinho continua detido no Complexo de Gericinó desde abril de 2021. Em caso de condenação por homicídio qualificado, as penas podem superar 30 anos de reclusão.
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