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Juíza nega adiar júri de Henry Borel após pedido de Jairinho

Juíza nega adiamento do júri de Monique Medeiros e Jairinho; defesa alegava acesso incompleto a provas digitais, julgamento segue no II Tribunal do Júri do Rio

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  • A juíza negou o adiamento do júri de Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, mantendo o julgamento no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro (nesta segunda-feira, dia 23).
  • A defesa alegou não ter acesso integral ao conteúdo bruto de provas digitais, citou manipulação de provas e pediu o desmembramento do processo; a magistrada rejeitou os pedidos.
  • A defesa afirmava que o material do notebook do pai da vítima, Leniel Borel, havia sido alvo de seleção prévia, mas a juíza afirmou que os diálogos estavam em outro aparelho já anexado ao processo.
  • O julgamento continuará com o Conselho de Sentença definido, formado por seis mulheres e um homem, seguindo o rito: oitiva de testemunhas de acusação, depois de defesa e, por fim, interrogatório dos réus.
  • Henry Borel, de quatro anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021; o laudo apontou 23 lesões e morte por hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente. A investigação concluiu que Jairinho agredia a criança com o conhecimento de Monique Medeiros; ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O caso levou à Lei Henry Borel, tornando homicídio contra menores de 14 anos crime hediondo.

A juíza Elizabeth Machado Louro negou, nesta segunda-feira, o pedido de adiamento do júri que envolve Monique Medeiros e Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho. O motivo foi a defesa alegar falta de acesso à íntegra de provas digitais. O processo continua no II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.

A defesa pediu o desmembramento do caso e apontou suposta manipulação de provas. A acusação sustenta que o material já está disponível em aparelhos anexados ao processo. A magistrada manteve o rito, mantendo o andamento do julgamento.

A defesa afirmou que o conteúdo do notebook da assistência de acusação não foi totalmente apresentado. A juíza rebateu dizendo que os diálogos apontados estão em outro dispositivo já incluso aos autos. O julgamento segue com o Conselho de Sentença definido.

Contexto do caso

Henry Borel, de 4 anos, morreu na madrugada de 8 de março de 2021, no apartamento na Barra da Tijuca. Inicialmente houve versão de acidente doméstico. O laudo do IML apontou 23 lesões no corpo da criança.

A causa da morte foi hemorragia interna e laceração hepática por ação contundente, segundo a perícia. As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público indicaram agressões repetidas praticadas por Jairinho com conhecimento de Monique Medeiros.

Ambos respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura, coação no curso do processo e fraude processual. O caso foi acionado pela Lei Henry Borel, que elevou o homicídio de menores de 14 anos a crime hediondo.

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