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MP recomenda que Ubá interrompa contratações irregulares após emergência

Ministério Público de Minas Gerais recomenda que Ubá interrompa contratações diretas sob justificativa de emergência; prefeitura tem quinze dias úteis para responder à Promotoria

O governo de Minas Gerais anunciou a antecipação de R$ 8 milhões para Ubá e R$ 38 milhões para Juiz de Fora
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  • O Ministério Público de Minas Gerais recomendou à Prefeitura de Ubá interromper contratações diretas irregulares com base na justificativa de emergência.
  • A medida visa assegurar os princípios da moralidade e da legalidade, evitando interpretações arbitrárias em situações de emergência.
  • As contratações devem seguir os critérios da Lei n.º 14.133/2021, da Lei n.º 12.608/2012 e da Portaria n.º 260/2022 do Ministério do Desenvolvimento Regional, com estudo técnico, análise de riscos, termo de referência, estimativa de despesas e pareceres técnicos e jurídicos.
  • A prefeitura tem 15 dias úteis para encaminhar resposta à Promotoria de Justiça de Ubá, informando se acata as recomendações e qual será o posicionamento.
  • O descumprimento pode levar a medidas judiciais, incluindo Ação Civil Pública por ato de improbidade administrativa; a CNN Brasil contatou a prefeitura e aguarda retorno.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) emitiu uma recomendação administrativa à Prefeitura de Ubá, na Zona da Mata, para que interrompa contratações diretas irregulares sob o argumento de emergência. A ação ocorreu nesta segunda-feira (23).

A recomendação, assinada pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Ubá, objetiva assegurar os princípios de moralidade e legalidade na gestão pública, vedando contratações sem licitação por interpretações arbitrárias de situações de emergência.

A orientação reforça a necessidade de seguir os critérios das leis e normas vigentes, incluindo a Lei 14.133/2021, a Lei 12.608/2012 e a Portaria 260/2022 do Ministério do Desenvolvimento Regional. Devem ser apresentados estudo técnico, análise de riscos, termo de referência, estimativa de despesas e pareceres técnicos e jurídicos.

O descumprimento pode levar a medidas judiciais, incluindo Ação Civil Pública por improbidade administrativa. O município tem 15 dias úteis para encaminhar à Promotoria de Justiça de Ubá a resposta sobre acato ou não das recomendações e o posicionamento a ser adotado.

A CNN Brasil informou que entrou em contato com a prefeitura e aguarda retorno.

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