- O INSS nega auxílio-doença a muitos brasileiros com Parkinson; é possível recorrer à Justiça.
- Em dois mil e vinte e cinco, o Ministério da Previdência Social informou que mais de seis mil benefícios por incapacidade foram concedidos a pacientes com Parkinson, alta de 29% em relação ao ano anterior.
- O benefício depende de perícia médica para avaliar se a doença impede o trabalho.
- O caso de José Carlos mostra que a decisão pode mudar: após a negativa em dois mil e vinte e um, ele abriu novo pedido e aguarda nova perícia.
- O Parkinson é doença degenerativa do sistema nervoso central, com tremores e rigidez muscular entre os principais sintomas.
- Quem tem benefício negado pode recorrer da decisão à Justiça.
Brasileiros com Parkinson que tiveram o auxílio-doença negado pelo INSS podem recorrer à Justiça. O Ministério da Previdência Social informou que, em 2025, foram concedidos mais de 6 mil benefícios por incapacidade a pacientes com Parkinson, um crescimento de 29% frente a 2024.
O caso de José Carlos ilustra a situação. Ele trabalha ajudando a esposa na borracharia da família, mas afirma não ter condições de manter o ritmo. A doença o cansa rapidamente e limita movimentos.
Entre os envolvidos, estão o segurado, o INSS e o perito médico. Rodolfo Ramer, especialista em direito previdenciário, explica que o perito verifica se a doença impede o trabalho para decidir pela concessão do benefício.
O diagnóstico só fica registrado no sistema após a perícia. O prazo para definição é incerto, e muitos pacientes ficam à espera de uma resposta. Quem tem o benefício negado pode ingressar com recurso.
Segundo dados oficiais, a cada perícia concluída houve decisão sobre a incapacidade. Pacientes com Parkinson enfrentam a dupla barreira de a doença ser degenerativa e o tempo do processo atuar na continuidade do atendimento.
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