- O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao JR Entrevista que não acredita em greve dos caminhoneiros, destacando diálogo permanente para evitar paralisações.
- A declaração ocorre em meio à crise internacional do petróleo, agravada pela guerra no Oriente Médio e pela atuação da Rússia no mercado de energia.
- O governo diz ter ampliado linhas de crédito para renovação da frota e reforçado a fiscalização da Agência Nacional de Transportes Terrestres, podendo autuar ou cancelar o registro de empresas que não repassem o preço do frete.
- A Medida Provisória nº 1.343/2026 reforça o piso mínimo do frete, cria mecanismos de registro via Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e amplia a fiscalização com dados da Receita, da ANTT e de fiscos estaduais e municipais; prevê multas de até entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação irregular.
- O decreto nº 12.883/2026 estabelece diretrizes para o preço de referência do diesel; uma nova rodada de negociação com o setor está marcada para quarta-feira, com avanço das tratativas.
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao JR Entrevista que não acredita em uma greve dos caminhoneiros, mesmo diante da crise internacional do petróleo. Ele ressaltou que o governo mantém diálogo permanente com a categoria para evitar paralisações.
A tensão no mercado de energia é alimentada pela guerra no Oriente Médio e pela atuação da Rússia como grande fornecedor de gás e combustível. Segundo Costa, tais conflitos elevam a incerteza e pressionam os preços dos combustíveis.
Rui Costa criticou decisões de sanções econômicas em relação à Rússia, apontando que os EUA violariam own princípios ao comprar petróleo de países afetados por embargo, o que, segundo ele, contribui para a instabilidade internacional.
Ele descreveu o cenário global como crise econômica e humanitária, com impactos diretos em setores sensíveis ao petróleo. Ainda assim, o ministro afirma que não vê reflexos políticos imediatos de paralisações no transporte de cargas.
A gestão reforçou ações para o setor. Entre elas, a ampliação de linhas de crédito para renovação de frotas e o fortalecimento da fiscalização da ANTT para autuar ou cancelar inscrições de empresas que não repassam o frete aos caminhoneiros.
Segundo Costa, representantes da categoria reconheceram o diálogo do governo e as medidas que asseguram condições econômicas para o trabalho. Ele destacou que a interlocução é permanente e produtiva.
Medidas e negociações em curso
Uma nova rodada de negociação está prevista para ocorrer nos próximos dias, envolvendo o governo e representantes do setor. O objetivo é avançar em pontos da pauta que ainda não foram atendidos.
O órgão de governo informou que a Medida Provisória nº 1.343/2026 atualiza o piso mínimo do frete, com controles mais rígidos por meio do CIOT e integração de dados da ANTT, Receita Federal e fiscos estaduais.
Ainda, a MP prevê sanções mais rigorosas para empresas que descumprirem as regras, incluindo suspensão do registro ou perda de autorização para operar por até dois anos. Transportadores autônomos ficam fora dessas penalidades.
Outro eixo relevante é o decreto nº 12.883/2026, que estabelece diretrizes para o preço de referência do diesel, tema central nas tratativas com a categoria.
Os caminhoneiros seguem sob estado de greve, mesmo com o recuo da paralisação nacional na semana anterior. A mobilização permanece ativa enquanto as negociações seguem em Brasília e Santos, com novas reuniões previstas.
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