- O ministro Alexandre de Moraes autorizou a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por 90 dias, com retorno ao uso de tornozeleira eletrônica.
- O monitoramento ficará restrito ao endereço do condomínio Solar de Brasília, conforme informação da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.
- Atualmente, o Distrito Federal monitora 1.735 pessoas com tornozeleiras; em julho de 2025 eram 1.514, um aumento de 14,6%.
- Bolsonaro já utilizava a tornozeleira desde 18 de julho de 2025; em novembro houve violação do dispositivo com tentativa de dano à carcaça, envolvendo ferro quente.
- Funcionamento da tornozeleira: envio de dados em tempo real, bateria recarregável, impermeável e ativo 24 horas; o juiz define regras de uso e há um centro de monitoramento (Cime) responsável pela instalação e retirada dos dispositivos.
Jair Bolsonaro voltará a usar tornozeleira eletrônica por 90 dias, sob prisão domiciliar determinada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. A decisão, anunciada nesta terça-feira, 24, restringe o monitoramento ao endereço onde o ex-presidente deverá cumprir a medida, o condomínio Solar de Brasília.
A Seape-DF informou ao g1 que o Distrito Federal hoje monitora 1.735 pessoas com tornozeleiras. Em julho de 2025, quando o dispositivo foi disponibilizado pela primeira vez, havia 1.514 monitorados, um aumento de 14,6% em menos de um ano.
O histórico de Bolsonaro com a tornozeleira inclui uma troca do equipamento em novembro de 2025, após uma violação identificada no dispositivo. O ex-presidente já havia admitido ter utilizado ferro quente para danificar a carcaça da tornozeleira, após inicialmente alegar ter batido na peça.
Contexto do monitoramento
A tornozeleira eletrônica serve para acompanhar indivíduos investigados pela Justiça. O equipamento pesa 128 gramas e contém GPS e modem para transmissão de dados via sinal celular, funcionando 24 horas por dia.
Funcionamento e regras
A Seape explicou que o juiz define as regras de uso e as diretrizes para cada monitorado. O sistema envia informações em tempo real para a central de monitoramento, com funcionamento mesmo em locais com pouco sinal.
Estrutura de controle
O Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), na Asa Norte, é responsável pela instalação, supervisão e retirada dos dispositivos. Em caso de tentativa de burlar o monitoramento, como corte da cinta, é acionado um alarme.
Detalhes do local de cumprimento
O cumprimento da nova prisão domiciliar está vinculado ao condomínio Solar de Brasília, conforme descrito pela decisão judicial. A reportagem não detalha outras consequências legais associadas à medida.
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Fontes: Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seape-DF) e decisões judiciais relevantes.
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